- A Índia testou com sucesso o míssil balístico Agni-5, que pode atingir qualquer parte da China.
- O lançamento ocorreu no estado de Odisha e validou todos os parâmetros operacionais e técnicos do armamento.
- O teste acontece em um contexto de tensões entre Índia e China, exacerbadas por confrontos na fronteira em 2020.
- A Índia também enfrenta desafios com o Paquistão, especialmente em relação à Caxemira, onde um ataque recente deixou 26 mortos.
- As relações entre a Índia e os Estados Unidos estão tensas devido à compra de petróleo russo por Nova Délhi, com os EUA exigindo a suspensão dessas aquisições.
A Índia anunciou nesta quinta-feira, 21, o teste bem-sucedido do míssil balístico Agni-5, que possui capacidade para atingir qualquer parte da China. O lançamento ocorreu no estado de Odisha e, segundo autoridades indianas, validou todos os parâmetros operacionais e técnicos do armamento. Este teste ocorre em um contexto de crescente tensão entre as duas nações, que já enfrentaram confrontos na fronteira em 2020.
Além da rivalidade com a China, a Índia também enfrenta desafios com o Paquistão, especialmente em relação à Caxemira. Em maio, um ataque atribuído a militantes deixou 26 mortos, quase levando os dois países a um conflito armado. O governo indiano responsabilizou Islamabad, que negou qualquer envolvimento. O Agni-5 é parte da estratégia de defesa do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, visando reforçar o arsenal contra ameaças de ambos os lados.
Relações com os EUA
As relações entre a Índia e os Estados Unidos também estão em um momento delicado. A compra de petróleo russo por Nova Délhi gerou tensões, com os EUA exigindo que a Índia suspendesse essas aquisições. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou aumentar as tarifas sobre produtos indianos de 25% para 50% até o dia 27, caso não haja uma mudança de fornecedor.
Apesar das dificuldades, há esforços para normalizar as relações com a China. Modi se encontrou com o líder chinês, Xi Jinping, em uma cúpula na Rússia no ano passado e deve visitar a China ainda este mês para participar da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, um importante bloco de segurança regional. A Índia também faz parte da aliança de segurança Quad, que inclui os Estados Unidos, Japão e Austrália, visando contrabalançar a influência chinesa na Ásia.
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