- Um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou evidências de pelo menos dez casos de tortura sexual por militares russos na Ucrânia.
- Os relatos indicam uma política sistemática de intimidação em áreas ocupadas, conforme afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
- A relatora especial da ONU sobre tortura, Alice Jill Edwards, mencionou que as agressões incluem estupros e ameaças de estupro, afetando quatro mulheres e seis homens.
- O relatório também documenta métodos brutais, como choques elétricos em áreas genitais e afogamentos simulados, além de prisões arbitrárias e mortes de detentos.
- Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, a Rússia é acusada de usar a violência sexual como arma de guerra, com Guterres expressando preocupação sobre as violações cometidas por forças russas.
Um grupo de especialistas da ONU divulgou nesta quinta-feira evidências de pelo menos 10 casos de tortura sexual perpetrados por militares russos contra civis na Ucrânia. Esses relatos indicam uma política sistemática de intimidação em áreas ocupadas, conforme alertado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
A relatora especial da ONU sobre tortura, Alice Jill Edwards, destacou que os casos incluem agressões a quatro mulheres e seis homens, representando apenas uma fração de um padrão mais amplo de abusos. “Essas agressões foram altamente sexualizadas, incluindo estupros e ameaças de estupro,” afirmou Edwards, enfatizando a gravidade da situação.
O relatório menciona métodos brutais, como o uso de choques elétricos em áreas genitais, afogamentos simulados e execuções falsas. Além disso, foram documentadas prisões arbitrárias e mortes de detentos devido à falta de assistência médica. “A Rússia está usando a tortura para controlar civis em território ocupado,” acrescentou Edwards, pedindo responsabilização internacional.
Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, a Rússia é acusada de utilizar a violência sexual como arma de guerra. Em um evento anterior, Lyudmila Huseynova, que passou mais de três anos presa por milícias pró-Moscou, relatou os horrores enfrentados por mulheres na Ucrânia, destacando a falta de assistência médica e jurídica.
Na semana passada, Guterres expressou preocupação com as violações cometidas por forças russas e grupos aliados, mencionando agressões em centros de detenção. “Esses casos incluem violência genital e humilhações,” afirmou o secretário-geral. A Rússia não se manifestou sobre as alegações, que foram desqualificadas por representantes israelenses, que pediram foco nas ações do Hamas.
Entre na conversa da comunidade