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Reino Unido concorda em indenizar quenianos afetados por fogo militar

Reino Unido paga £2,9 milhões a quenianos por incêndio causado em exercício militar, após anos de disputas legais e danos ambientais significativos

O incêndio que eclodiu em março de 2021 destruiu quase um quarto da conservância Lolldaiga - Foto: British Army Training Unit Kenya (BATUK)
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  • O governo britânico concordou em pagar £2,9 milhões a 7.723 quenianos afetados por um incêndio durante um exercício militar em 2021.
  • O incêndio ocorreu na Lolldaiga conservancy, no Vale do Rift, e devastou cerca de 7.000 acres de terras privadas.
  • Os reclamantes alegaram perda de propriedades e problemas de saúde devido ao incêndio, que foi causado por um fogão de acampamento derrubado.
  • O governo britânico se comprometeu a ajudar na restauração da área afetada, enquanto os exercícios militares continuam na região.
  • A presença militar britânica no Quênia gera uma contribuição significativa para a economia local, mas também enfrenta controvérsias relacionadas ao comportamento de soldados.

O governo britânico concordou em pagar £2,9 milhões em compensação a 7.723 quenianos afetados por um incêndio resultante de um exercício militar em 2021. O acordo foi alcançado após uma longa batalha legal, onde os reclamantes alegaram perda de propriedades e problemas de saúde devido ao fogo na Lolldaiga conservancy, localizada no Vale do Rift, no Quênia.

Um porta-voz da Alta Comissão Britânica em Nairóbi expressou que o incêndio foi “extremamente lamentável” e que o Reino Unido dedicou “considerável tempo, esforço e recursos” para resolver as reivindicações. Embora o governo britânico não tenha confirmado oficialmente o valor da compensação, o advogado dos reclamantes, Kevin Kubai, afirmou que o montante foi de £2,9 milhões. Ele considerou o resultado como o “melhor possível”, apesar das queixas de seus clientes sobre os valores serem insuficientes para cobrir suas perdas.

Detalhes do Incêndio

O incêndio, que devastou cerca de 7.000 acres de terras privadas, foi atribuído a um fogão de acampamento derrubado durante o treinamento militar. Embora a investigação do Ministério da Defesa do Reino Unido tenha indicado que nenhuma terra comunitária foi diretamente afetada, os reclamantes argumentaram que houve danos ambientais nas comunidades vizinhas devido à fumaça e à destruição de propriedades causada por animais selvagens em fuga.

O governo britânico também se comprometeu a ajudar na restauração da área queimada, enquanto os exercícios militares continuam a ocorrer na região. A Lolldaiga conservancy, com suas 49.000 acres de vegetação montanhosa, é parte do planalto de Laikipia, uma área marcada por disputas de terras desde a era colonial.

Controvérsias e Impacto Econômico

A presença militar britânica no Quênia, que inclui a British Army Training Unit Kenya (Batuk), gera uma contribuição significativa para a economia local, estimada em milhões de libras anualmente. No entanto, a atuação de alguns soldados tem sido alvo de controvérsias, incluindo alegações de acidentes fatais, homicídios e exploração sexual de mulheres quenianas. A situação ressalta a complexidade das relações entre o Reino Unido e o Quênia, marcada por um legado colonial e desafios contemporâneos.

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