- O Reino Unido concordou em transferir a soberania das Ilhas Chagos para Mauritius, um passo considerado uma vitória para os Chagossianos, que foram deslocados em 1968.
- O acordo, assinado em maio, ainda precisa da aprovação dos parlamentos britânico e mauriciano.
- O tratado permite que os Estados Unidos e o Reino Unido mantenham uma base militar em Diego Garcia por um período inicial de 99 anos, enquanto Mauritius receberá £101 milhões anualmente.
- O Papa Leo XIV elogiou o acordo e expressou esperança de que os Chagossianos possam retornar às suas terras.
- Críticos levantam preocupações sobre a continuidade da presença militar e o impacto na soberania nacional de Mauritius.
O Reino Unido concordou em transferir a soberania das Ilhas Chagos para Mauritius, um passo elogiado pelo Papa Leo XIV como uma “vitória significativa” para os Chagossianos, que foram deslocados em 1968 para a construção de uma base militar. O acordo, assinado em maio, ainda precisa da aprovação dos parlamentos britânico e mauriciano.
O tratado permite que os Estados Unidos e o Reino Unido mantenham uma base militar em Diego Garcia por um período inicial de 99 anos, enquanto Mauritius receberá £101 milhões anualmente. O Papa expressou esperança de que as autoridades mauricianas garantam o retorno dos refugiados às suas terras natais. Ele destacou a importância do respeito à identidade e aos direitos dos povos, especialmente o direito de viver em suas terras.
O acordo é visto como um desfecho para a luta de 60 anos de Mauritius pela soberania das ilhas, que foram adquiridas pelo Reino Unido por £3 milhões. Críticos, incluindo líderes da oposição no Reino Unido e alguns Chagossianos, manifestaram preocupações sobre a continuidade da presença militar e o impacto sobre a soberania nacional.
A proposta de acordo foi recebida com entusiasmo pelo procurador-geral de Mauritius, que afirmou que o país está “elacionado” com o fim dessa longa batalha. No entanto, uma última tentativa legal de duas mulheres nascidas em Diego Garcia para retornar à ilha foi rejeitada pelo tribunal. A situação continua a gerar debates sobre a justiça histórica e os direitos dos Chagossianos.
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