- A França convocará o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, devido a alegações sobre a inadequada gestão do antissemitismo no país.
- As tensões diplomáticas aumentaram após Kushner criticar, em carta ao presidente francês Emmanuel Macron, a escalada de hostilidade contra judeus na França desde o início do conflito em Gaza.
- Kushner, que é judeu, afirmou que “não passa um dia sem que judeus sejam agredidos nas ruas” e mencionou ataques a sinagogas e negócios judaicos.
- O Ministério das Relações Exteriores da França considerou as alegações de Kushner “inaceitáveis” e reafirmou que embaixadores não devem interferir em assuntos internos.
- O aumento dos incidentes antissemitas coincide com a escalada do conflito em Gaza, que resultou em mais de sessenta mil mortes na região.
A França convocará o embaixador dos EUA em Paris, Charles Kushner, em resposta a alegações de que o país não está lidando adequadamente com o aumento do antissemitismo. As tensões diplomáticas surgem após Kushner criticar, em uma carta ao presidente francês Emmanuel Macron, a escalada de hostilidade contra judeus na França desde o início do conflito em Gaza.
Kushner, que é judeu e tem laços familiares com o ex-presidente dos EUA Donald Trump, afirmou que a situação é alarmante, mencionando que “não passa um dia sem que judeus sejam agredidos nas ruas” e citou ataques a sinagogas e negócios judaicos. O embaixador pediu a Macron que moderasse suas críticas a Israel e se ofereceu para colaborar na criação de um plano sério para combater o antissemitismo.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da França classificou as alegações de Kushner como “inaceitáveis” e reafirmou que os embaixadores não devem interferir em assuntos internos de outros países. A França já havia anunciado planos de reconhecer formalmente a Palestina em setembro, o que gerou críticas de líderes israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O aumento dos incidentes antissemitas na França coincide com a escalada do conflito em Gaza, que resultou em mais de 60 mil mortes na região, segundo autoridades locais. A situação humanitária em Gaza se deteriorou, com relatos de fome e condições catastróficas para a população. A França, por sua vez, tem intensificado a segurança em sinagogas e centros judaicos em resposta a esses ataques.
Entre na conversa da comunidade