- A Cisjordânia enfrenta um aumento de tensões entre colonos israelenses e comunidades beduínas, com a construção de sessenta novos assentamentos desde outubro de 2023.
- Na aldeia de Ras ‘Ein al ‘Auja, colonos invadem frequentemente a área, desafiando os moradores locais.
- A ONG B’Tselem reporta o deslocamento forçado de quarenta comunidades palestinas na região do vale do Jordão, rica em recursos hídricos.
- A ONU registrou setecentos e quarenta incidentes de violência entre janeiro e junho de 2025, resultando em quase quinhentos feridos.
- A pressão sobre os beduínos é constante, levando muitos a considerar a migração para áreas mais seguras.
A Cisjordânia vive um aumento alarmante de tensões entre colonos israelenses e comunidades beduínas. Desde outubro de 2023, após os ataques do Hamas, surgiram 60 novos outposts em 2024, um número sem precedentes que intensifica a pressão sobre os beduínos.
Na aldeia de Ras ‘Ein al ‘Auja, colonos frequentemente invadem a área com rebanhos, desafiando os moradores. Odeh Amriyin, um beduíno de 75 anos, afirma: “Esta terra é minha, comprei há 30 anos”. Apesar da presença de ativistas israelenses, a polícia frequentemente ignora os apelos dos beduínos, que se sentem cada vez mais vulneráveis.
A região do vale do Jordão é rica em recursos hídricos e potencial agrícola, mas a pressão sobre as comunidades beduínas tem levado ao deslocamento forçado de 40 comunidades palestinas, segundo a ONG B’Tselem. A construção de uma nova colônia, que dividirá a Cisjordânia, foi aprovada, desafiando a pressão internacional.
Aumento da Violência
Os ataques de colonos têm se intensificado, com a ONU registrando 740 incidentes de violência entre janeiro e junho de 2025, resultando em quase 500 feridos. Em Ras ‘Ein al ‘Auja, a presença de colonos impede os beduínos de manterem seu modo de vida tradicional, como pastorear e acessar fontes de água.
Amriyin observa que a situação se torna insustentável. “Sinto medo ao ver meus vizinhos partir. Eles se vão porque estão isolados e vulneráveis”, afirma. A comunidade já perdeu várias famílias e enfrenta um futuro incerto, com muitos considerando a migração para áreas mais seguras.
Pressão Constante
A presença de ativistas e ONGs é crucial, mas a situação continua crítica. Mustafá Kaabne, um beduíno deslocado, relata que a pressão dos colonos é constante. “Parece que nos seguem. Estou quase certo de que terei que me mudar novamente”, conclui, refletindo a angústia que permeia a vida dos beduínos na região.
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