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Margarita reencontra a mãe após três anos e meio fora de Mariupol

Cerca de 1.500 crianças retornam à Ucrânia após separação familiar, enquanto o Tribunal Penal Internacional processa Putin por deportação ilegal

Margarita junto a sua mãe Katerina, no dia 6 de agosto em Kiev. (Foto: Cristian Segura)
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  • Em 2023, cerca de 1.500 crianças retornaram à Ucrânia após serem separadas de suas famílias devido à invasão russa.
  • O Centro de Proteção dos Direitos da Infância em Kiev, que antes funcionava como restaurante, coordena a reintegração das crianças.
  • As crianças chegam acompanhadas de suas mães e passam por entrevistas com os Serviços de Segurança da Ucrânia (SSU).
  • O governo do Qatar atuou como mediador na devolução das crianças, que estão sendo retornadas em pequenas quantidades.
  • O Tribunal Penal Internacional emitiu uma ordem de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por deportação ilegal de menores, com cerca de 35.000 crianças deslocadas para a Rússia ou regiões ocupadas.

Retorno de Crianças à Ucrânia

Cerca de 1.500 crianças retornaram à Ucrânia em 2023, após serem separadas de suas famílias devido à invasão russa. O Centro de Proteção dos Direitos da Infância em Kiev, que antes era um restaurante, agora coordena a reintegração dessas crianças.

As crianças chegam acompanhadas de suas mães e passam por entrevistas com os Serviços de Segurança da Ucrânia (SSU). Muitas delas foram trazidas de volta com a ajuda do Qatar, que atuou como mediador entre as autoridades russas e ucranianas. O governo russo tem devolvido as crianças apenas em pequenas quantidades, mas a questão é uma prioridade nas negociações de paz.

O Tribunal Penal Internacional emitiu uma ordem de prisão contra o presidente russo Vladimir Putin por sua suposta responsabilidade na deportação ilegal de menores. Estima-se que cerca de 35.000 crianças tenham sido deslocadas para a Rússia ou mantidas em regiões ocupadas.

Histórias de Reencontro

Entre os casos, destaca-se o de Margarita, de 13 anos, que foi separada de sua mãe, Katerina, no início da guerra. Katerina, uma militar, foi capturada e passou um ano como prisioneira de guerra na Rússia. Após um complexo processo de repatriação, mãe e filha se reencontraram em julho de 2023.

Outro exemplo é Kostia, de 11 anos, que viveu toda a sua vida em Lugansk, sob controle separatista. Ele não conhecia a Ucrânia livre até seu retorno recente. A separação de seus pais foi uma decisão difícil, mas considerada necessária para seu futuro.

Essas histórias refletem o impacto devastador da guerra sobre as famílias e a luta contínua para reunir crianças com seus entes queridos. O governo ucraniano e organizações internacionais continuam a trabalhar para garantir que mais crianças possam retornar para casa.

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