- Arqueólogos descobriram fossas coletivas em Achenheim e Bergheim, França, datadas entre 4300 e 4150 a.C.
- As escavações revelaram restos humanos com marcas de agressão, como crânios fraturados e membros decepados.
- A pesquisa, liderada por Teresa Fernández-Crespo e publicada no periódico Science Advances, indica execuções ritualizadas de invasores estrangeiros.
- As vítimas eram consideradas “não humanas” pelos capturadores, justificando o tratamento brutal.
- As evidências sugerem que os conflitos eram parte de episódios de violência sustentada, com ritualização da humilhação dos inimigos.
Em escavações realizadas em Achenheim e Bergheim, no Vale do Alto Reno, França, arqueólogos descobriram fossas coletivas com restos humanos datados entre 4300 e 4150 a.C. A pesquisa, liderada por Teresa Fernández-Crespo e publicada no periódico *Science Advances*, revela evidências de execuções ritualizadas de invasores estrangeiros.
As escavações revelaram ossos humanos com marcas de agressão, como crânios fraturados e membros decepados. A análise de 82 restos mortais indicou que as vítimas eram de grupos invasores, enquanto os locais não apresentavam sinais de violência. Essas descobertas representam algumas das mais antigas provas de celebrações de guerra que incluíam a profanação de cadáveres inimigos.
Os registros arqueológicos da região apontam para um período de instabilidade, caracterizado por mudanças culturais e incursões militares. As novas evidências sugerem que os conflitos não eram isolados, mas sim episódios de violência sustentada, onde os locais não apenas defendiam seu território, mas também ritualizavam a humilhação dos inimigos.
Fernández-Crespo destaca que as vítimas eram vistas como “não humanas” pelos capturadores, o que justificava o tratamento brutal. Essas descobertas oferecem uma nova perspectiva sobre a violência pré-histórica, revelando a complexidade das interações entre grupos e a ritualização da guerra em sociedades antigas.
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