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Protesto exige liberdade para cristãos presos na Eritreia há mais de 20 anos

Organizações de direitos humanos pressionam pela libertação de líderes cristãos eritreus após rejeição de carta pela Embaixada da Eritreia.

Foto: Reprodução
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  • A Embaixada da Eritreia em Washington rejeitou uma carta pedindo a libertação de sete líderes cristãos detidos há mais de duas décadas sem acusações formais.
  • O protesto ocorreu em 21 de agosto, organizado pela campanha Vozes pela Justiça, que inclui várias organizações de direitos humanos.
  • Os líderes religiosos, como o Rev. Million Gebreselassie e o Dr. Kuflu Gebremeskel, estão presos em condições descritas como “atrozes” no Centro de Investigação Criminal Wengel Mermera.
  • Durante a manifestação, a representante da Christian Freedom International, Ella Elwin, tentou entregar a carta, que denunciava violações à Constituição da Eritreia e a tratados internacionais de direitos humanos.
  • A repressão do governo eritreu, que reconhece apenas quatro grupos religiosos, é considerada uma ameaça à identidade nacional, e a campanha busca aumentar a conscientização sobre essas violações.

A Embaixada da Eritreia em Washington rejeitou uma carta solicitando a libertação de sete líderes cristãos, detidos há mais de duas décadas sem acusações formais. O protesto ocorreu em 21 de agosto, organizado pela campanha Vozes pela Justiça, que inclui diversas organizações de direitos humanos.

Os líderes religiosos, entre eles o Rev. Million Gebreselassie e o Dr. Kuflu Gebremeskel, estão encarcerados no Centro de Investigação Criminal Wengel Mermera, descrito como um local com condições “atrozes”. A situação deles reflete a repressão severa à liberdade religiosa no país, que ocupa a sexta posição na Lista Mundial da Perseguição de 2025.

Durante a manifestação, Ella Elwin, da Christian Freedom International, tentou entregar a carta, que denunciava violações à Constituição da Eritreia e a tratados internacionais de direitos humanos. A embaixada não aceitou o documento, mas os defensores dos direitos humanos prometem continuar a pressão.

Cristãos eritreus exilados nos EUA, como Araya Debessay e Haile Tesfay, participaram do protesto, destacando a falta de liberdade religiosa e as represálias contra dissidentes. Cartazes exibiam fotos dos líderes detidos com a mensagem “Libertem os 7”.

Relatos de abusos nas prisões incluem torturas e condições desumanas, como a manutenção de prisioneiros em contêineres. A repressão do governo eritreu, que reconhece apenas quatro grupos religiosos, é vista como uma ameaça à identidade nacional. A campanha Vozes pela Justiça visa aumentar a conscientização sobre essas violações e promover a liberdade religiosa na Eritreia.

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