- Pesquisas recentes mostram aumento na aceitação da China em várias nações, incluindo o Brasil, onde 51% da população tem uma opinião favorável.
- Esse crescimento reflete um pragmatismo econômico em meio ao desgaste da imagem dos Estados Unidos, especialmente após a presidência de Donald Trump.
- O Centro Pew, de Washington, revelou que a aceitação da China cresceu em 25 países consultados, com o Brasil apresentando um aumento significativo em relação a 2023, quando apenas 39% dos brasileiros tinham uma visão positiva do país.
- A insatisfação com a política externa dos Estados Unidos, marcada por tarifas e decisões erráticas, contribui para a percepção de que Pequim é um parceiro mais confiável.
- Na América Latina, a visão positiva sobre a China se intensifica, enquanto na Europa a simpatia pela China não cresceu significativamente, sendo vista como uma ameaça.
Recentes pesquisas indicam um aumento na aceitação da China em diversas nações, incluindo o Brasil, onde 51% da população expressa uma opinião favorável ao país asiático. Esse crescimento reflete um pragmatismo econômico em meio ao desgaste da imagem dos EUA, especialmente após a presidência de Donald Trump, que adotou uma postura agressiva contra a China.
O Centro Pew, de Washington, revelou que a aceitação da China cresceu em 25 países consultados, com o Brasil apresentando um aumento significativo em relação a 2023, quando apenas 39% dos brasileiros tinham uma visão positiva do país. Essa mudança de percepção é visível em relatos de cidadãos, como um motorista de aplicativo em São Paulo, que elogiou a economia proporcionada por seu carro elétrico chinês, e um médico no Rio de Janeiro, que destacou o avanço da indústria médica chinesa.
A insatisfação com a política externa dos EUA, marcada por um “tarifaço” e decisões erráticas, tem contribuído para a percepção de que Pequim é um parceiro mais confiável. Enquanto isso, a imagem dos EUA continua a se deteriorar, com uma pesquisa da Morning Consult mostrando uma queda na popularidade das empresas americanas na Europa. O pragmatismo econômico, mais do que ideologia, tem sido a chave para a crescente aceitação da China.
Na América Latina, a visão positiva sobre a China se intensifica, facilitando a expansão da presença chinesa no continente. O cenário é diferente na Europa, onde, apesar do aumento do antiamericanismo, a simpatia pela China não cresceu de forma significativa, sendo vista ainda como uma ameaça. A estratégia chinesa de promover seu soft power busca superar as resistências históricas e consolidar sua influência global.
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