- O Norges Bank Investment Management (NBIM) excluiu a Caterpillar e cinco bancos israelenses de seu portfólio.
- A decisão foi anunciada na segunda-feira e se baseou em preocupações com violações de direitos humanos.
- Equipamentos da Caterpillar estariam sendo usados na destruição de propriedades palestinas em Gaza e na Cisjordânia.
- O fundo, que administra cerca de US$ 2 trilhões, considerou um “risco inaceitável” a participação dessas empresas em atividades ilegais.
- O NBIM já havia desinvestido mais de US$ 3 bilhões em empresas israelenses em 2023, respondendo a pressões políticas e públicas.
O Norges Bank Investment Management (NBIM), o maior fundo soberano do mundo, anunciou a exclusão da Caterpillar e de cinco bancos israelenses de seu portfólio. A decisão, divulgada na segunda-feira, foi motivada por preocupações com violações de direitos humanos relacionadas ao uso de equipamentos da Caterpillar na destruição de propriedades palestinas em Gaza e na Cisjordânia.
O fundo, que administra cerca de US$ 2 trilhões, identificou um “risco inaceitável” de que essas empresas contribuam para sérias violações de direitos em contextos de guerra e conflito. Os bulldozers da Caterpillar, listados na bolsa de Nova York, estariam sendo utilizados por autoridades israelenses em atividades ilegais. Até junho, o NBIM possuía US$ 2,1 bilhões em ações da empresa, representando aproximadamente 1,2% de sua participação total.
Desinvestimentos e Motivações
Além da Caterpillar, o NBIM retirou investimentos de bancos como o First International Bank of Israel e o Bank Leumi, que financiam a construção de assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pela legislação internacional. A pressão política e pública sobre o fundo aumentou, especialmente com as eleições na Noruega se aproximando.
O CEO do NBIM, Nicolai Tangen, descreveu a situação como uma “crise” e lamentou não ter abordado anteriormente a participação do fundo em uma empresa de jatos de combate israelense durante a escalada de conflitos em Gaza. O fundo também anunciou a revisão de seus investimentos em empresas israelenses, respondendo a um pedido do Ministério das Finanças da Noruega.
Impactos e Críticas
O NBIM planeja vender rapidamente todas as suas participações em empresas israelenses fora de seu índice de referência. Até o meio do ano, o fundo tinha 56 empresas israelenses em seu portfólio, número que foi reduzido para 38 em agosto. Embora busque equilibrar a geração de retornos financeiros com a ética, críticos apontam que o fundo ainda investe em países com acusações de violações de direitos humanos.
A decisão do NBIM destaca a complexa interseção entre negócios e direitos humanos, conforme analisado por especialistas. A eficácia dessas medidas em impactar os retornos do fundo ainda está por ser avaliada.
Entre na conversa da comunidade