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Imagem dos EUA despenca entre brasileiros após tarifas de Trump, enquanto China cresce

A percepção negativa dos brasileiros sobre os Estados Unidos atinge 48%, enquanto a imagem da China se fortalece com apoio a investimentos

Luiz Inácio Lula da Silva, Donald Trump e Jair Bolsonaro — Foto: Fotos de arquivo
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  • A imagem dos Estados Unidos caiu entre os brasileiros, com a percepção negativa dobrando para 48% desde fevereiro de 2024.
  • A pesquisa da Genial/Quaest foi realizada entre 13 e 17 de agosto, com 12.150 entrevistados em oito estados, representando 66% do eleitorado nacional.
  • A deterioração da imagem dos EUA está relacionada à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e ao apoio de Donald Trump a Jair Bolsonaro.
  • A percepção positiva da China aumentou, passando de 38% para 49%, enquanto a visão negativa caiu de 41% para 37%.
  • O Brasil recebeu investimentos diretos da China, sendo o segundo país que mais recebeu esses aportes no primeiro semestre de 2023, em meio à guerra comercial entre EUA e China.

Um levantamento da Genial/Quaest revela que a imagem dos Estados Unidos caiu drasticamente entre os brasileiros, com a percepção negativa dobrando desde fevereiro de 2024. Atualmente, 48% dos entrevistados afirmam ter uma opinião desfavorável sobre o país, em contraste com apenas 24% na pesquisa anterior. A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de agosto, com 12.150 pessoas em oito estados, representando 66% do eleitorado nacional.

A deterioração da imagem dos EUA está ligada à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump, além de sua defesa ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A gestão Trump também revogou vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e sancionou Alexandre de Moraes. Enquanto isso, a percepção positiva da China aumentou, passando de 38% para 49% no mesmo período. Apenas 37% dos entrevistados têm uma visão negativa do país asiático, uma leve queda em relação a 41% anteriormente.

Relações Comerciais e Tensão Internacional

A guerra comercial entre os EUA e a China, que também afetou o Brasil, levou a uma trégua nas tensões, com negociações que resultaram em concessões de licenças para empresas americanas. Contudo, o presidente dos EUA ameaçou novas tarifas de 200% sobre produtos chineses se Pequim não acelerar suas exportações de ímãs de terras-raras. No primeiro semestre de 2023, o Brasil foi o segundo país que mais recebeu investimentos diretos da China, um movimento que pode ser reforçado pela guerra comercial em curso.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal, está nos EUA buscando apoio internacional para seu pai, que enfrenta investigações por suposta coação a integrantes do STF. Ambos foram indiciados por obstrução de investigação e coação no curso do processo, em meio a um cenário de crescente desconfiança em relação aos EUA.

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