- Em 23 de junho, Israel atacou a Evin Prison, no Irã, resultando na morte de 80 pessoas, incluindo prisioneiros e funcionários.
- O ataque foi considerado uma violação do direito internacional e ocorreu em um contexto de tensões entre Israel e Irã.
- A Israel Defense Forces (IDF) alegou que a prisão era utilizada para operações de inteligência contra Israel.
- Testemunhas relataram resistência de guardas e atos de solidariedade entre prisioneiros durante o ataque.
- A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a ação, afirmando que a prisão não era um alvo militar e que a operação violou normas de direito humanitário.
Israel atacou a Evin Prison em 23 de junho, resultando na morte de 80 pessoas, incluindo prisioneiros e funcionários. O ataque, considerado uma violação do direito internacional, ocorreu em meio a um contexto de tensões entre Israel e Irã, com frequentes acusações de espionagem e ataques.
Motahareh Goonei, ativista política que estava em confinamento solitário, relatou à BBC que o verdadeiro “inferno” começou quando as portas de sua cela não foram abertas após as explosões. O ataque, que deixou a prisão em chamas, foi descrito como o mais mortal em solo iraniano, com vítimas que incluíam funcionários, médicos e até visitantes. Human Rights Watch classificou os bombardeios como indiscriminados e potencialmente como crimes de guerra.
A Israel Defense Forces (IDF) justificou a ação alegando que a prisão era usada para operações de inteligência contra Israel. Testemunhas relataram que guardas tentaram impedir a fuga de prisioneiros, mas muitos, em um ato de solidariedade, ajudaram os feridos. Saeedeh Makarem, uma médica ferida, destacou que prisioneiros que ela havia tratado salvaram sua vida.
Após o ataque, a situação dos prisioneiros transgêneros gerou preocupação, com relatos não confirmados de mortes. Apenas 75 prisioneiros conseguiram escapar durante a confusão, e muitos foram recapturados posteriormente. O ataque à Evin Prison foi amplamente condenado, com a ONU afirmando que a instalação não era um alvo militar e que a ação violou normas de direito humanitário.
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