- Os E3, formado por França, Reino Unido e Alemanha, ameaçaram reimpor sanções ao Irã devido ao avanço de seu programa nuclear e à recusa de permitir inspeções da ONU.
- A pressão aumenta com o prazo de 18 de outubro se aproximando, quando um acordo nuclear de dez anos expira.
- Rússia e Irã discutem uma possível extensão de seis meses antes da reimposição das sanções, enquanto o E3 aguarda sinais de seriedade do Irã nas negociações.
- O Organismo Internacional de Energia Atômica (IAEA) reabriu diálogos sobre inspeções em instalações nucleares.
- Os E3 condicionam a extensão ao cumprimento de três requisitos: negociações com os Estados Unidos, acesso a inspetores da ONU e prestação de contas sobre urânio altamente enriquecido.
Os E3, formado por França, Reino Unido e Alemanha, ameaçaram reimpor sanções ao Irã devido ao avanço de seu programa nuclear e à recusa de permitir inspeções da ONU. A pressão se intensifica com o prazo de 18 de outubro se aproximando, quando um acordo nuclear de dez anos expira.
Recentemente, Rússia e Irã discutiram a possibilidade de uma extensão de seis meses antes da reimposição das sanções. O E3 aguarda sinais de seriedade do Irã nas negociações, enquanto o IAEA reabriu diálogos sobre inspeções em instalações nucleares. A situação é crítica, com prazos apertados e a possibilidade de um impasse nas conversas.
Os países europeus condicionam a extensão ao cumprimento de três requisitos: retomada das negociações com os Estados Unidos, acesso a inspetores da ONU e prestação de contas sobre o urânio altamente enriquecido. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conversou com Vladimir Putin, e há indícios de que a Rússia pode apoiar a extensão, desde que haja um acordo com os EUA.
A presidência da Rússia no Conselho de Segurança da ONU em setembro pode complicar a ativação do mecanismo de “snapback”. Os E3 pretendem agir antes que a Rússia assuma a liderança, minimizando o risco de obstruções. A proposta russa sugere que o prazo para o snapback seja prorrogado, permitindo uma janela de negociação mais ampla.
O estado atual do programa nuclear iraniano permanece incerto. O Irã admite enriquecer urânio a até 60%, próximo do nível de armas, mas nega intenções de desenvolver uma bomba nuclear. O IAEA, por sua vez, não pode garantir que o programa seja totalmente pacífico, embora não tenha evidências concretas de um programa de armas.
Entre na conversa da comunidade