- O astrônomo Zenghua Zhang, da Universidade de Nanjing, e sua equipe descobriram um sistema estelar quádruplo na Via Láctea, com duas anãs marrons orbitando duas estrelas mais brilhantes.
- A descoberta foi publicada em junho no periódico Monthly Notices of Royal Astronomical Society.
- Inicialmente, a equipe encontrou uma anã marrom solitária, mas investigações posteriores revelaram que tanto a anã marrom quanto a estrela eram pares.
- O sistema está a cerca de 82 anos-luz da Terra e possui uma órbita mais de 1.600 vezes mais ampla que a distância entre a Terra e o Sol.
- A pesquisa sugere que existem bilhões de anãs marrons na Via Láctea, mas apenas cerca de 30 foram identificadas orbitando estrelas companheiras.
O astrônomo Zenghua Zhang, da Universidade de Nanjing, e sua equipe descobriram um sistema estelar quádruplo na Via Láctea, composto por duas anãs marrons orbitando duas estrelas mais brilhantes. A descoberta, publicada em junho no periódico *Monthly Notices of Royal Astronomical Society*, oferece novas referências para o estudo das anãs marrons, objetos que se situam entre planetas e estrelas.
Inicialmente, a equipe identificou uma anã marrom solitária orbitando uma estrela brilhante. Investigações subsequentes revelaram que tanto a anã marrom quanto a estrela eram, na verdade, pares. O astrofísico Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia, descreveu o sistema como um “duplo-duplo”, ressaltando sua importância para entender as propriedades das anãs marrons.
Esses objetos, que se formam como estrelas, não possuem massa suficiente para fundir hidrogênio de forma consistente, o que os torna frios e difíceis de estudar. A maioria das anãs marrons conhecidas orbita estrelas mais brilhantes, facilitando a medição de suas propriedades. Burgasser destacou que sistemas binários como esse são cruciais para estimar características de anãs marrons solitárias em toda a galáxia.
Importância da Descoberta
A equipe de Zhang utilizou dados de missões espaciais, como o Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA e o telescópio Gaia da ESA, para localizar as anãs marrons. O sistema encontrado está a cerca de 82 anos-luz da Terra, com uma órbita mais de 1.600 vezes mais ampla que a distância entre a Terra e o Sol. As anãs marrons têm aproximadamente o tamanho de Júpiter e apresentam metano em suas atmosferas.
A descoberta sugere que existem bilhões de anãs marrons na Via Láctea, mas apenas cerca de 30 foram identificadas orbitando estrelas companheiras. Observações futuras, possivelmente com o telescópio James Webb, permitirão uma análise mais detalhada das anãs marrons e suas massas, servindo como referência para objetos semelhantes.
Implicações para a Astrofísica
Sistemas estelares quádruplos não são raros, e a existência deles indica que podem sobreviver aos processos de formação estelar. Estrelas que se formam muito próximas podem se dispersar devido à repulsão gravitacional. Burgasser afirmou que essas descobertas fornecem pistas sobre a formação de múltiplas estrelas e o que as levou a esse estado.
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