- A situação humanitária em Gaza se agrava, com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmando que a fome na região é resultado de “ação humana”.
- Em declaração, os 14 membros do conselho, exceto os Estados Unidos, pediram um cessar-fogo imediato e aumento da ajuda humanitária.
- A ONU relatou que quinhentas mil pessoas estão em situação catastrófica, com crianças sendo as mais afetadas.
- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, negou as acusações, chamando o relatório de “mentira descarada”.
- A crise se intensificou após o bloqueio total imposto por Israel, dificultando a entrada de ajuda, mesmo com a suspensão parcial do bloqueio em maio.
A situação humanitária em Gaza se agrava, com o Conselho de Segurança da ONU alertando que a fome na região é resultado de “ação humana”. Em uma declaração emitida nesta quarta-feira (27), os 14 membros do conselho, exceto os Estados Unidos, pediram um cessar-fogo imediato e incondicional, além de um aumento significativo na ajuda humanitária.
O alerta da ONU sobre a fome em Gaza é o primeiro do tipo na região, com a organização reconhecendo que 500 mil pessoas estão em uma situação catastrófica. O relatório indica que a desnutrição afeta especialmente crianças, com estimativas de que 132 mil menores estejam em risco até junho de 2026. A declaração enfatiza que o uso da fome como arma de guerra é proibido pelo direito internacional.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, refutou as alegações, chamando o relatório de “mentira descarada” e afirmando que Israel não tem uma política de fome em Gaza. A ONU, por sua vez, destacou que a fome deve ser interrompida imediatamente, enquanto caminhões com ajuda humanitária permanecem parados nas proximidades.
A crise humanitária se intensificou após o bloqueio total imposto por Israel, que limitou a entrada de ajuda. Embora o bloqueio tenha sido parcialmente suspenso em maio, a distribuição de assistência continua a ser um desafio, com acusações mútuas entre Israel e organizações internacionais sobre a eficácia da entrega de alimentos.
A situação em Gaza se tornou um ponto focal de pressão internacional, especialmente com a guerra completando dois anos em outubro. A ONU e outros países pedem ações urgentes para aliviar o sofrimento da população, que enfrenta níveis alarmantes de desnutrição e escassez de alimentos.
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