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Grupos de direitos dos pais avançam no Canadá após proibição de livros em Alberta

Alberta proíbe livros com "conteúdo sexual explícito", afetando obras LGBTQ+ e gerando preocupações sobre a censura nas escolas

Foto: Reprodução
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  • Grupos conservadores dos Estados Unidos estão influenciando políticas de censura no Canadá.
  • A província de Alberta proibiu livros escolares com “conteúdo sexual explícito”, afetando obras LGBTQ+.
  • Organizações como Action4Canada e Parents for Choice in Education (PCE) apoiaram a medida, que deve ser cumprida até 1º de outubro.
  • A nova política pode levar à remoção de livros importantes, como “1984” de George Orwell e graphic novels como “Gender Queer” de Maia Kobabe.
  • Especialistas alertam que essa ação pode excluir vozes marginalizadas e criar precedentes perigosos para a liberdade de expressão.

Grupos conservadores nos EUA influenciam políticas de censura no Canadá

Grupos conservadores nos Estados Unidos, conhecidos por suas campanhas de censura em escolas, estão ganhando força no Canadá. Recentemente, a província de Alberta implementou uma proibição de livros escolares com “conteúdo sexual explícito”, afetando obras que representam identidades LGBTQ+. A medida foi impulsionada por organizações como Action4Canada e Parents for Choice in Education (PCE).

A nova política exige que as escolas removam livros que se enquadrem na definição de “conteúdo sexual explícito” até 1º de outubro. Essa definição abrange obras que contenham descrições detalhadas de atos sexuais. Entre os títulos ameaçados estão obras reconhecidas, como 1984 de George Orwell e graphic novels como Gender Queer de Maia Kobabe e Fun Home de Alison Bechdel.

Pressão de grupos conservadores

James Turk, diretor do Centro para a Livre Expressão da Universidade Metropolitana de Toronto, afirma que a política visa especificamente livros que afirmam identidades LGBTQ+. Ele observa que mais de 25 grupos conservadores estão ativos no Canadá, com alguns, como os Miramichi Freedom Warriors, exigindo a remoção de livros que retratam positivamente comunidades queer.

Além da proibição de livros, a pressão de grupos como a Alberta Parents’ Union resultou na mudança do modelo de educação sexual de “opt-out” para “opt-in”, obrigando os pais a se inscreverem ativamente para que seus filhos participem dessas aulas. A Alberta também implementou regras que exigem a aprovação governamental para apresentações sobre identidade de gênero e sexualidade.

Consequências e reações

A decisão do governo de Alberta levanta preocupações sobre a possível exclusão de vozes marginalizadas das bibliotecas escolares. Ira Wells, professor de literatura na Universidade de Toronto, alerta que essa ação pode estabelecer um precedente perigoso, semelhante ao que se observa em estados do sul dos EUA. Ele sugere que o governo federal canadense deve considerar intervenções para garantir que a seleção de livros nas escolas seja baseada em critérios educacionais e não em crenças pessoais.

A Alberta não divulgou uma lista específica de livros a serem removidos, mas identificou quatro graphic novels como exemplos a serem eliminados. Apesar das declarações de autoridades provinciais de que não buscam apagar histórias queer, a retórica de grupos como Action4Canada e PCE demonstra uma clara oposição à comunidade LGBTQ+.

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