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Um terço dos feridos atendidos em hospitais da MSF em Gaza são crianças

Crianças representam um terço dos feridos em Gaza, enquanto a escassez de suprimentos médicos agrava a crise humanitária na região

Foto: Reprodução
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  • O conflito entre Israel e Hamas aumentou após um ataque do Hamas em outubro de 2023, gerando uma grave crise humanitária em Gaza.
  • Dados da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) mostram que um terço dos atendimentos por ferimentos em hospitais de campanha são de crianças com menos de 15 anos.
  • Desde o início do conflito, mais de 150 mil pessoas foram feridas, principalmente devido a explosões e bombardeios.
  • A MSF enfrenta escassez crítica de suprimentos médicos e raciona alimentos, oferecendo apenas uma ou duas refeições diárias aos pacientes.
  • O número de mortos na ofensiva israelense ultrapassa 62 mil, com a maioria das vítimas sendo mulheres e crianças, segundo o ministério da saúde em Gaza.

O conflito entre Israel e Hamas, que se intensificou após o ataque do Hamas em outubro de 2023, resultou em uma grave crise humanitária em Gaza. Dados recentes da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) revelam que cerca de um terço dos atendimentos por ferimentos em hospitais de campanha são de crianças com menos de 15 anos.

Mais de 150 mil pessoas foram feridas desde o início do conflito, com a maioria dos atendimentos relacionados a explosões e bombardeios. A situação se agrava com a escassez crítica de suprimentos médicos, levando a MSF a racionar alimentos para os pacientes, oferecendo apenas uma ou duas refeições diárias. A organização alertou que pode não conseguir fornecer alimentos nos próximos dias.

O número de mortos na ofensiva israelense já ultrapassa 62 mil, segundo o ministério da saúde em Gaza, com mais da metade das vítimas sendo mulheres e crianças. Informações de uma base de dados de inteligência militar israelense indicam que cinco em cada seis palestinos mortos são civis. Apesar disso, autoridades israelenses afirmam que tomam precauções para evitar vítimas civis e acusam o Hamas de usar a população como escudo humano.

Recentemente, Israel atacou o hospital Nasser, o último hospital público em funcionamento no sul de Gaza, resultando na morte de 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas. As condições de vida em Gaza são extremamente precárias, com muitos habitantes vivendo em abrigos improvisados e enfrentando a destruição de infraestrutura básica.

A MSF enfatizou que a maioria das fatalidades ocorre no local do impacto, o que pode levar a um subregistro de feridos e mortos, especialmente entre populações vulneráveis. A organização reiterou seu apelo por um cessar-fogo imediato e por acesso irrestrito à ajuda humanitária. Enquanto isso, as autoridades israelenses afirmam ter enviado mais de 45 mil toneladas de suprimentos médicos para Gaza, embora a realidade no terreno indique uma escassez crítica.

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