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China apresenta líderes convidados para desfile militar, incluindo Putin e Kim Jong-un

China prepara desfile militar com 26 líderes estrangeiros, destacando alianças estratégicas em meio a sanções internacionais e tensões geopolíticas

Líder norte-coreano Kim Jong Un durante telefonema com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em foto de 12 de agosto de 2025 distribuída pela agência norte-coreana KCNA (Foto: STR/AFP)
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  • O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou a presença de 26 líderes estrangeiros no desfile militar em Pequim, marcado para o dia 3 de setembro.
  • O evento celebra o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa.
  • Entre os convidados estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, além da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
  • O desfile ocorrerá na Praça da Paz Celestial e apresentará novos armamentos, como sistemas de defesa antimísseis e armas hipersônicas.
  • A ausência de líderes ocidentais, exceto o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, reflete a intenção da China de fortalecer laços com países sob sanções internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou a presença de 26 líderes estrangeiros no desfile militar que ocorrerá em Pequim no dia 3 de setembro. O evento, que celebra o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, contará com a participação de figuras proeminentes como Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte.

Além de Putin e Kim, a lista inclui a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que atualmente dirige o Novo Banco de Desenvolvimento. O desfile também contará com a presença de líderes de países como Indonésia, Malásia, Paquistão e Irã, refletindo a busca da China por fortalecer laços com nações que enfrentam sanções internacionais.

Contexto do Evento

O desfile, que ocorrerá na Praça da Paz Celestial, será uma vitrine do poderio militar da China, apresentando novos armamentos, incluindo sistemas de defesa antimísseis e armas hipersônicas. O tema do evento é “Lembrando a História, Lembrando os Mártires, Valorizando a Paz e Criando o Futuro”, enfatizando a importância da narrativa histórica da China na Segunda Guerra Mundial.

A presença de líderes autocráticos, como Alexander Lukashenko da Bielorrússia, sugere um alinhamento estratégico entre países que se opõem às políticas ocidentais. O desfile também coincide com a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que visa fortalecer a segurança na região.

Reações e Implicações

A divulgação da lista de convidados foi precedida por esforços do Japão para minimizar sua presença no evento, argumentando que a comemoração possui um viés antijaponês. O porta-voz chinês, Guo Jiakun, respondeu que o Japão deve confrontar sua história de agressão para superar questões históricas.

O desfile não contará com líderes ocidentais, exceto o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico. A ausência de representantes ocidentais e a presença de líderes de países sob sanções reforçam a intenção da China de criar um bloco de apoio mútuo em um cenário geopolítico desafiador.

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