- Ataques israelenses nesta quinta-feira, 28, resultaram na morte de pelo menos 16 palestinos na Cidade de Gaza.
- Nos últimos dois dias, o número total de mortos em Gaza chegou a 71, com muitos feridos ao tentar acessar ajuda humanitária.
- A ONU alerta sobre fome generalizada na região, com 317 mortes por desnutrição desde o início do conflito, incluindo 121 crianças.
- O governo israelense não respondeu a uma proposta de cessar-fogo do Hamas, que inclui uma trégua de 60 dias e devolução parcial de reféns.
- Um em cada três dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza passa dias sem comida, segundo estimativas.
Pelo menos 16 palestinos foram mortos e dezenas ficaram feridos em ataques israelenses nesta quinta-feira, 28, na Cidade de Gaza. A ofensiva ocorre em meio a apelos internacionais por um cessar-fogo, enquanto a ONU alerta sobre a fome generalizada na região. Nos últimos dois dias, o número de mortos em Gaza chegou a 71, com muitos feridos atingidos ao tentar acessar pontos de distribuição de ajuda humanitária.
Moradores relatam uma fuga em massa de famílias de áreas como Shejaia e Zeitoun, em busca de segurança no litoral. O Ministério da Saúde de Gaza destaca que a situação humanitária se agrava, com 317 mortes já registradas por desnutrição desde o início do conflito, incluindo 121 crianças. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a situação como uma “crise provocada pela ação humana”.
Israel, por sua vez, defende que a Cidade de Gaza é o último reduto do Hamas, que iniciou o conflito em outubro de 2023 com ataques que resultaram em 1.200 mortes em Israel, a maioria civis. As Forças de Defesa de Israel afirmam que suas operações visam organizações terroristas, alegando ter abatido três militantes recentemente.
Propostas de Cessar-Fogo
O governo israelense não respondeu a uma proposta de cessar-fogo aceita pelo Hamas, que inclui uma trégua de 60 dias e a devolução parcial de reféns. Israel exige a libertação de todos os sequestrados antes de considerar um acordo. O Conselho de Segurança da ONU, com exceção dos Estados Unidos, criticou a situação em Gaza e pediu ações para mitigar a crise humanitária.
A escalada do conflito e a falta de um acordo de paz continuam a agravar a situação, com um em cada três dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza passando dias sem comida, segundo estimativas. A comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar dos eventos e as consequências para a população civil.
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