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Planos de mineração em alto-mar dos EUA podem beneficiar indiretamente a China

EUA aceleram mineração em alto-mar, mas especialistas alertam para riscos à ordem internacional e vantagens para a China na exploração de recursos

Foto: Reprodução
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  • Os Estados Unidos estão acelerando a mineração em alto-mar para extrair minerais críticos, visando reduzir a dependência da China.
  • Licenças foram aprovadas para empresas, como a The Metals Company, em um cenário de incertezas regulatórias e ambientais.
  • Especialistas alertam que essa ação pode desafiar a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) e beneficiar a China.
  • A Autoridade Internacional do Fundo Marinho (ISA) ainda não definiu diretrizes claras, e há um pedido de moratória sobre a mineração por 38 países.
  • A China já se prepara para testar equipamentos de mineração em alto-mar, aumentando sua influência na área.

Os Estados Unidos estão acelerando a mineração em alto-mar para extrair minerais críticos, buscando reduzir a dependência da China. A aprovação de licenças para empresas, como a The Metals Company, ocorre em meio a um cenário de incertezas regulatórias e ambientais. Especialistas alertam que essa movimentação pode desafiar a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) e, indiretamente, beneficiar Pequim.

A Autoridade Internacional do Fundo Marinho (ISA), responsável por regular a mineração em águas internacionais, ainda não estabeleceu diretrizes claras. A falta de consenso entre 38 países, que pedem uma moratória sobre a mineração até que os impactos ambientais sejam melhor compreendidos, contribui para a inação. O Center for Strategic and International Studies (CSIS) destaca que a pressa dos EUA pode criar riscos significativos, como a erosão da ordem internacional e a possibilidade de que outros países, incluindo a China, aproveitem a situação para contornar as regras marítimas.

A mineração em alto-mar envolve a extração de recursos como elementos de terras raras, essenciais para diversas indústrias. A China é a principal fornecedora desses minerais, e a busca dos EUA por alternativas pode intensificar a competição. No entanto, a decisão unilateral de Washington de avançar com a mineração em águas internacionais pode resultar em disputas sobre a jurisdição e a exploração de recursos, enfraquecendo a autoridade da UNCLOS.

Além disso, a China já se prepara para testar equipamentos de mineração em alto-mar, o que pode aumentar sua influência na área. Especialistas sugerem que os EUA deveriam focar na exploração de minerais dentro de sua própria plataforma continental, onde têm mais controle e podem agir dentro das normas internacionais. A recente assinatura de um acordo de cooperação com as Ilhas Cook para mineração em sua zona econômica exclusiva é um passo nessa direção, embora a cooperação com a China também esteja em pauta.

A situação exige cautela, pois uma abordagem precipitada dos EUA pode não apenas comprometer a credibilidade americana em fóruns ambientais, mas também abrir espaço para que a China expanda sua presença no setor de mineração em alto-mar.

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