- A SP-Arte Rotas ocorrerá de 28 a 31 de setembro no espaço Arca, em São Paulo.
- O evento agora inclui galerias internacionais, ampliando seu foco para produções da Argentina e do Peru.
- A feira serve como preparação para a 36ª Bienal de São Paulo, que começa em 6 de setembro.
- Novidades incluem a galeria argentina Isla Flotante e a peruana Xapiri Ground, que apresentam artistas locais.
- A SP-Arte Rotas também contará com espaços curados, como o setor Mirante e o projeto Transe, que reúne jovens artistas.
A SP-Arte Rotas ocorre de 28 a 31 de setembro no espaço Arca, em São Paulo, e marca uma nova fase do evento, que agora inclui galerias internacionais. A feira, que anteriormente focava apenas em produções brasileiras, amplia seu escopo ao apresentar artistas da Argentina e do Peru, mantendo seu compromisso com a arte regional.
A mudança de nome, que exclui o termo “Brasileiras”, reflete a internacionalização do evento. Com 65 espaços de galerias e projetos especiais, a SP-Arte Rotas serve como um “esquenta” para a 36ª Bienal de São Paulo, que começa em 6 de setembro. Fernanda Feitosa, idealizadora da SP-Arte, destaca a importância de conectar a arte brasileira com a produção de países vizinhos, sem perder a essência nacional.
Entre as novidades, a galeria argentina Isla Flotante e a peruana Xapiri Ground fazem suas estreias. A Isla Flotante promove um diálogo entre as obras de Rosario Zorraquín e Mira Schendel, enquanto o Xapiri Ground apresenta o artista Gerardo Petsaín Sharup, que retrata as tradições de sua comunidade amazônica. Tui Anandi Prado, fundador do Xapiri Ground, ressalta a recepção positiva do trabalho de Petsaín, que é exibido pela primeira vez em uma feira.
Destaques e Novidades
A carioca Flexa, que participou da SP-Arte em abril, traz uma seleção de obras que exploram o erotismo, com artistas como Alair Gomes e Adriana Varejão. A curadora Luisa Duarte enfatiza a relevância do tema na arte contemporânea, especialmente em um mundo cada vez mais mediado por telas.
Além disso, artistas que estarão na Bienal também são destacados nas galerias da feira. Nádia Taquary, por exemplo, apresenta uma série anterior à sua participação na Bienal, permitindo que colecionadores conheçam diferentes facetas de sua obra. O espaço da galeria Paulo Darzé também exibe um solo do escultor Almir Lemos, que trabalha com barro cru em uma série dedicada aos orixás.
A SP-Arte Rotas ainda conta com dois espaços curados. O setor Mirante, com obras selecionadas por Rodrigo Moura, e o novo projeto Transe, que reúne cinco jovens artistas em produções não figurativas. O curador Lucas Albuquerque destaca que essas obras surgiram de uma residência colaborativa, trazendo novas perspectivas para questões contemporâneas.
Entre na conversa da comunidade