- O aumento tarifário dos Estados Unidos, conhecido como tarifaço, impactou Brasil e Índia.
- Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Narendra Modi discutiram cooperação bilateral para enfrentar o protecionismo.
- As conversas incluíram integração em setores como defesa, energia, agricultura, tecnologia e fármacos.
- O embaixador do Brasil na Índia destacou o aumento de missões empresariais: 77 do Brasil e mais de 40 da Índia.
- Projeções indicam que o impacto econômico será moderado, com crescimento estimado de 5,8% para a Índia e 2,5% para o Brasil no médio prazo.
O aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos, conhecido como tarifaço, tem gerado impactos significativos em países como Brasil e Índia. Recentemente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi discutiram estratégias de cooperação bilateral para enfrentar esse cenário protecionista.
As conversas entre Lula e Modi abordaram a integração em setores estratégicos, como defesa, energia, agricultura, tecnologia e fármacos. O embaixador do Brasil na Índia destacou que essas discussões visam transformar os desafios em oportunidades, com um aumento notável nas missões empresariais entre os dois países: 77 do Brasil e mais de 40 da Índia.
A mídia internacional tem analisado como o tarifaço está impulsionando uma resposta dos países do Sul Global contra a hegemonia dos EUA. Um artigo do LSE Business Review sugere que a maneira como Lula está lidando com a situação pode servir de exemplo para outras nações emergentes. Embora ambos os países sintam os efeitos das tarifas, as projeções indicam que o impacto econômico será moderado.
Para a Índia, o Morgan Stanley estima uma queda de 0,4% a 0,8% no PIB se as tarifas persistirem, mas o crescimento deve se manter em 5,8% em 2025/26, devido a uma base de consumo interna robusta. No Brasil, as tarifas afetam apenas 36% das exportações para os EUA, com isenções para produtos como aeronaves e suco de laranja. O FMI projeta uma recuperação do crescimento brasileiro para 2,5% no médio prazo.
As abordagens dos dois países diferem: enquanto a Índia adota uma postura pragmática com foco em reformas internas, o Brasil opta por uma estratégia defensiva, priorizando proteção doméstica e apoio social. Lições valiosas podem ser aprendidas, até mesmo pelos EUA, a partir das experiências de Brasil e Índia.
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