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Estados Unidos se destacam como potência entre nações em novo cenário global

Emma Ashford propõe uma nova política externa para os EUA, focada em interesses nacionais em um mundo multipolar e desafiador.

Foto: Reprodução
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  • Emma Ashford, em seu livro “First Among Equals: U.S. Foreign Policy in a Multipolar World”, propõe uma política externa mais nacionalista para os Estados Unidos.
  • A autora argumenta que a era da unipolaridade, dominada pelos EUA, chegou ao fim, com a ascensão de potências como a China.
  • Ashford classifica a política externa atual em quatro grupos: “America First hawks”, liberais internacionalistas, progressistas e realistas restritores.
  • Ela critica a ideia de que a promoção da democracia deve ser o foco da política externa, sugerindo que os EUA devem proteger a democracia existente.
  • A mudança na opinião pública americana indica um desejo por uma política externa que priorize os interesses nacionais, especialmente entre as gerações mais jovens.

Emma Ashford, em seu novo livro First Among Equals: U.S. Foreign Policy in a Multipolar World, defende uma abordagem de “realist internationalism” para a política externa dos Estados Unidos. A autora argumenta que, em um mundo multipolar, os EUA devem priorizar seus interesses nacionais, reconhecendo que não são mais a única superpotência.

Ashford, que é colunista e pesquisadora sênior no Stimson Center, destaca que a era da unipolaridade, marcada pela dominação americana, chegou ao fim. Ela menciona que “o velho mundo está morto”, referindo-se à transição atual em que novas potências, como a China, estão emergindo. Essa mudança exige uma reavaliação das prioridades dos EUA.

A autora classifica a política externa atual em quatro grupos: os “America First hawks”, que se assemelham à administração Trump; os liberais internacionalistas, representados pela administração Biden; os progressistas, que buscam promover a democracia; e os realistas restritores, que defendem uma abordagem mais cautelosa. Ashford observa que a administração Trump foi a primeira a aceitar que os EUA não são mais a “nação indispensável”.

Desafios da Multipolaridade

A autora introduz o conceito de “multipolaridade desequilibrada”, onde os EUA e a China são as principais potências, mas outros países, como Brasil e Nigéria, estão ganhando influência. Essa nova dinâmica exige que os EUA adaptem suas estratégias, priorizando a segurança e a prosperidade interna.

Ashford critica a ideia de que a promoção da democracia deve ser o foco da política externa. Ela argumenta que, após 2008, ficou claro que a transformação de regimes não é viável. Em vez disso, sugere que os EUA devem se concentrar em proteger a democracia existente e avaliar as ameaças de forma mais realista.

A autora também ressalta que a opinião pública americana está mudando, com os cidadãos buscando uma política externa que priorize os interesses nacionais. Essa tendência, segundo Ashford, pode influenciar as futuras direções da política externa dos EUA, especialmente entre as gerações mais jovens que desejam um papel menos militarizado do país no mundo.

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