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Flotilha com dezenas de barcos parte para a Faixa de Gaza com shows e ativistas

Ativistas de 44 países se mobilizam para desafiar bloqueio israelense e levar ajuda humanitária a Gaza em nova flotilha marítima

Barco Madleen navega em direção à Faixa de Gaza (Foto: Reprodução)
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  • A Flotilla Global Sumud partirá de Barcelona no dia 31 de agosto com centenas de barcos rumo a Gaza.
  • A mobilização contará com a participação de ativistas de 44 países, incluindo Greta Thunberg e Thiago Ávila.
  • A flotilha levará alimentos não perecíveis, medicamentos e outros itens essenciais.
  • O Exército de Israel está preparado para impedir a entrada de ajuda, afirmando que a crise humanitária é resultado das ações do Hamas.
  • A ONU alerta que cerca de 500 mil pessoas em Gaza estão em situação crítica devido à fome e à crise humanitária.

Centenas de barcos da Flotilla Global Sumud partirão de Barcelona neste domingo (31) em uma nova tentativa de levar ajuda humanitária a Gaza, enfrentando o bloqueio imposto por Israel. A mobilização reunirá ativistas de 44 países, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, que já foram detidos em uma missão anterior.

A flotilha, que significa “resiliência” em árabe, espera reunir cerca de 700 participantes. Antes da partida, haverá uma série de atividades, como shows e oficinas, a partir de sexta-feira (29). Os barcos seguirão para Túnis e outros portos no Mediterrâneo, onde mais embarcações se juntarão à missão. A flotilha levará alimentos não perecíveis, medicamentos e outros itens essenciais.

Os organizadores afirmam que a iniciativa é independente e financiada por doações. O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, declarou que o Exército está preparado para impedir qualquer tentativa de furar o bloqueio naval. Ele enfatizou que a tragédia humanitária em Gaza é resultado das ações do Hamas, negando que Israel tenha uma “política da fome”.

A ONU alertou sobre uma grave crise humanitária em Gaza, com 500 mil pessoas em situação crítica. A declaração do Conselho de Segurança da ONU, que responsabiliza a fome por “ação humana”, aumenta a pressão sobre Israel. A flotilha ocorre em um contexto de crescente indignação internacional diante da situação no território.

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