- A guerra entre Ucrânia e Rússia, que já dura três anos e meio, se intensificou com ataques ucranianos a refinarias de petróleo na Rússia.
- Esses ataques resultaram em escassez de gasolina em várias regiões russas, causando longas filas em postos de combustíveis.
- O governo russo proibiu a exportação de gasolina até 30 de setembro para tentar conter a crise.
- Os preços da gasolina A-95 aumentaram cerca de 50% desde janeiro, com a demanda crescente de agricultores e motoristas.
- A produção de gasolina caiu 8,6% em agosto em comparação ao ano anterior, e a situação preocupa as autoridades, especialmente em áreas como o Extremo Oriente e a Península da Crimeia.
A guerra entre Ucrânia e Rússia, que já dura três anos e meio, intensificou-se com ataques ucranianos a refinarias de petróleo na Rússia. Recentemente, esses ataques resultaram em uma grave escassez de gasolina em várias regiões russas, levando a longas filas em postos de combustíveis e à proibição de exportações de gasolina até 30 de setembro.
Os preços da gasolina A-95, a de maior octanagem, dispararam na Bolsa Mercantil Internacional de São Petersburgo, alcançando um aumento de cerca de 50% em relação a janeiro. A demanda crescente, impulsionada por agricultores em época de colheita e motoristas em férias de verão, exacerbou a crise. Regiões como o Extremo Oriente e a Península da Crimeia, que já enfrentavam problemas de abastecimento, foram as mais afetadas.
Os ataques ucranianos, que se intensificaram nas últimas semanas, visaram um arco de refinarias desde Ryazan até Volgogrado, áreas críticas para a produção de petróleo. De acordo com Sergei Vakulenko, pesquisador do Carnegie Russia Eurasia Center, esses ataques têm causado danos significativos, embora as refinarias não tenham sido completamente destruídas. A produção de gasolina caiu 8,6% em agosto em comparação ao ano anterior.
Além da escassez de combustível, a guerra também impactou as redes de transporte na Rússia, levando mais pessoas a viajar de carro e aumentando ainda mais a demanda por gasolina. A inflação e a falta de lucratividade para os fornecedores complicaram ainda mais a situação, resultando em uma escassez que, embora não crítica, preocupa as autoridades.
Para mitigar a crise, o governo russo suspendeu as exportações de gasolina e convocou gerentes de empresas petrolíferas para discutir a situação. Apesar das medidas, a escassez permanece concentrada em áreas específicas, como o Extremo Oriente e a Crimeia, enquanto Moscou, bem abastecida, não enfrenta o mesmo problema.
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