- A flotilha humanitária Global Sumud partiu de Barcelona em 31 de agosto, com cerca de 300 ativistas de mais de 40 países.
- Entre os participantes estão a ativista climática Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
- O objetivo é levar ajuda humanitária a Gaza e abrir um corredor para suprimentos essenciais, em meio à crise humanitária causada pelo bloqueio israelense.
- A missão inclui paradas em Tunis e Catania, onde mais embarcações se juntarão.
- Thiago Ávila já havia tentado romper o bloqueio em uma missão anterior, e os organizadores esperam que a flotilha atraia atenção global para a situação em Gaza.
Uma nova flotilha humanitária, chamada Global Sumud, partiu de Barcelona neste domingo, 31 de agosto, com cerca de 300 ativistas de mais de 40 países, incluindo a ativista climática Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. O objetivo da missão é levar ajuda humanitária a Gaza e abrir um corredor para a entrega de suprimentos essenciais, em meio a uma grave crise humanitária exacerbada pelo bloqueio israelense desde 2007.
Os ativistas a bordo da flotilha, que também conta com a participação de parlamentares e artistas, pretendem desafiar o bloqueio e denunciar o que consideram um genocídio em curso contra o povo palestino. Thiago Ávila, que já havia tentado romper o bloqueio em uma missão anterior, destacou a importância de mobilizar a comunidade internacional em apoio à causa palestina. A vereadora Mariana Conti (PSOL) de Campinas, que também participa da flotilha, reconheceu os riscos da iniciativa, mas afirmou que a ação é necessária.
Contexto da Missão
A flotilha é composta por vários barcos e levará alimentos, medicamentos e outros itens essenciais. Os organizadores esperam que a missão atraia atenção global para a situação em Gaza, onde a população enfrenta dificuldades extremas. A flotilha deve fazer paradas em Tunis e Catania, onde mais embarcações se juntarão à missão. O porta-voz da Global Sumud, Saïf Abukeshek, afirmou que a previsão é que os barcos cheguem a Tunis em 4 de setembro.
As tentativas anteriores de romper o bloqueio, como a do barco Madleen, resultaram em interceptações e detenções por parte do exército israelense. Em junho, a embarcação foi abordada em águas internacionais, levando à deportação de Ávila e outros ativistas. A flotilha atual representa um esforço contínuo que começou em 2008, com várias tentativas de levar ajuda a Gaza. A palavra “sumud”, que significa persistência em árabe, simboliza o espírito da missão.
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