- Os houthis detiveram funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Sanaa.
- A detenção ocorreu após a morte do primeiro-ministro rebelde, Ahmad Ghaleb al-Rahwi, em um ataque aéreo israelense.
- A ONU expressou preocupação com a detenção, considerando-a inaceitável e ressaltando a importância da segurança dos trabalhadores humanitários.
- O líder houthi, Abdul Malik al-Huthi, prometeu intensificar os ataques contra Israel, afirmando que o grupo continuará utilizando mísseis e drones.
- Desde junho de 2024, as detenções de funcionários da ONU aumentaram, levando a ONU a restringir suas operações em algumas áreas do Iêmen.
O Iêmen, em meio a uma guerra civil desde 2014, enfrenta uma nova escalada de tensões. Os houthis detiveram funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Unicef em Sanaa, após a morte do primeiro-ministro rebelde, Ahmad Ghaleb al-Rahwi, em um ataque aéreo israelense. A detenção ocorreu no último domingo, quando forças de segurança locais invadiram os escritórios do PMA, resultando na prisão de pelo menos um funcionário, com relatos de mais detenções em outras regiões.
A ONU expressou preocupação com a situação, afirmando que a detenção arbitrária de funcionários humanitários é inaceitável e que a segurança do pessoal é crucial para a realização de atividades que salvam vidas. Fontes de segurança indicam que até dez funcionários, incluindo três do Unicef, foram presos sob a alegação de colaboração com Israel. As autoridades houthis, por sua vez, intensificaram as prisões após o ataque aéreo, alegando que estavam combatendo uma suposta rede de espionagem.
Reação dos Houthis
Em um discurso recente, o líder houthi, Abdul Malik al-Huthi, prometeu intensificar os ataques contra Israel, afirmando que os bombardeios não enfraquecerão o grupo. Ele declarou que os houthis continuarão a usar mísseis e drones em suas ações. O Iêmen, sob controle houthi em várias áreas, incluindo a capital, Sanaa, vive uma das piores crises humanitárias do mundo, com mais da metade da população dependendo de ajuda externa.
Desde junho de 2024, as detenções de funcionários da ONU e de organizações humanitárias aumentaram, levando a ONU a restringir suas operações em algumas áreas do país. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia solicitado a libertação imediata e incondicional dos detidos, lamentando a morte de um funcionário do PMA sob custódia. A situação no Iêmen continua a ser um desafio humanitário e político significativo, com repercussões que se estendem além de suas fronteiras.
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