- A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) anunciou uma redução de quase 20% em seu orçamento para 2026, totalizando US$ 8,5 bilhões.
- O fechamento do escritório no Sul da África e a demissão de cerca de 4 mil funcionários estão entre as medidas previstas.
- O número de pessoas deslocadas à força e apátridas deve atingir um novo recorde de 136 milhões em 2026.
- O escritório em Pretória, na África do Sul, será fechado em 1º de outubro, com outras unidades assumindo suas operações.
- A Acnur enfrenta restrições financeiras devido a cortes de financiamento por doadores ocidentais, que priorizam gastos com defesa.
A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) anunciou uma redução de quase 20% em seu orçamento para 2026, totalizando US$ 8,5 bilhões, em meio a crescentes crises globais. O fechamento do escritório no Sul da África e a demissão de cerca de 4 mil funcionários estão entre as medidas previstas, apesar do aumento no número de pessoas deslocadas.
O documento divulgado nesta segunda-feira (1º) revela que a Acnur enfrentará restrições financeiras significativas, mesmo com a previsão de que o número de pessoas deslocadas à força e apátridas atinja um novo recorde de 136 milhões em 2026, em comparação com 129,9 milhões em 2024. O fechamento do escritório em Pretória, na África do Sul, ocorrerá em 1º de outubro, com outras unidades assumindo suas operações.
Historicamente, os Estados Unidos têm sido o maior doador da Acnur, mas cortes de financiamento por parte de doadores ocidentais, que priorizam gastos com defesa, têm impactado a agência. O aumento das tensões globais, especialmente em relação à Rússia, contribui para essa mudança nas prioridades de investimento.
O Sul da África abriga refugiados que fogem de conflitos, como os da República Democrática do Congo e a insurgência no Norte de Moçambique. A Acnur, com sede em Genebra, continua a enfrentar desafios significativos em sua missão de apoiar os deslocados em um cenário de recursos cada vez mais limitados.
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