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O Sul Global mantém laços firmes com a Rússia em meio a tensões internacionais

Sul Global resiste a pressões ocidentais e busca neutralidade, mesmo com tarifas de Donald Trump sobre a Índia e outras nações.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, aperta a mão do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do G20 em Joanesburgo (Foto: Reprodução)
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  • Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, o Ocidente impôs sanções severas, mas a maioria dos países do Sul Global não aderiu, exceto Singapura.
  • A administração Biden buscou apoio na América Latina, África e Ásia, mas obteve apenas um apoio significativo.
  • Com a possível volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, ele impôs uma tarifa adicional de 25% sobre as importações da Índia para pressionar o país a parar de comprar petróleo russo.
  • O Sul Global busca uma posição neutra, mantendo laços econômicos e de defesa com a Rússia, que é um importante fornecedor de armas e energia.
  • A relação da Rússia com o Sul Global é complexa, com países como Índia e Turquia continuando a importar petróleo russo, enquanto o Brasil depende de fertilizantes russos.

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, o Ocidente impôs sanções severas, mas a maioria dos países do Sul Global, com exceção de Singapura, se recusou a participar. A administração Biden tentou mobilizar nações da América Latina, África e Ásia, mas obteve apenas um apoio significativo.

Com a possível volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a pressão sobre países como a Índia aumentou. Trump implementou uma tarifa adicional de 25% sobre as importações indianas, visando forçar Nova Délhi a interromper a compra de petróleo russo. Essa estratégia reflete uma continuidade na tentativa de impor custos à Rússia através de terceiros.

A Resposta do Sul Global

Apesar das pressões, o Sul Global busca uma posição neutra entre as potências. Muitos países, embora tenham votado para condenar a invasão russa na ONU, optaram por se abster ou não votar em resoluções que criticavam Moscou. Essa postura é motivada por laços econômicos e de defesa com a Rússia, que é um importante fornecedor de armas e energia para várias nações.

A relação da Rússia com o Sul Global é complexa. Na África, por exemplo, Moscou se apresenta como um garante de segurança, especialmente em regiões como o Sahel, onde tem substituído a influência de potências ocidentais. Além disso, países como Índia e Turquia continuam a importar petróleo russo, enquanto o Brasil depende de fertilizantes russos para sua agricultura.

Multipolaridade e Geopolítica

A visão do Sul Global sobre a Rússia é influenciada por uma busca por multipolaridade no sistema internacional. Na cúpula do BRICS, os países enfatizaram a importância de soluções conjuntas para desafios globais, destacando que um mundo multipolar pode oferecer mais oportunidades para o desenvolvimento.

A geografia também desempenha um papel crucial. A separação da Rússia do Sul Global por estados ex-soviéticos reduz o temor de uma invasão direta. Além disso, a Rússia não possui disputas territoriais com esses países, o que facilita a manutenção de relações diplomáticas e comerciais.

A resistência do Sul Global às pressões ocidentais reflete uma estratégia mais ampla de diversificação de parcerias, onde a presença da Rússia como uma terceira grande potência é vista como benéfica para equilibrar a influência dos Estados Unidos e da China.

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