- Na Cúpula de Cooperação de Xangai, realizada em Tianjin, o presidente da China, Xi Jinping, criticou o “bullying” de países, referindo-se aos Estados Unidos.
- O evento ocorreu entre 31 de agosto e 1º de setembro e contou com a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
- Xi anunciou um pacote de ajuda financeira de 12 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 9,1 bilhões) para os países membros da Organização para Cooperação de Xangai (OCX).
- Putin culpou o Ocidente pela guerra na Ucrânia, afirmando que a crise foi provocada por um golpe apoiado por países ocidentais.
- A relação entre Rússia e China se fortalece com o aumento das compras de petróleo russo, sinalizando resistência conjunta ao domínio ocidental.
Na Cúpula de Cooperação de Xangai, realizada em Tianjin, o presidente da China, Xi Jinping, criticou o “bullying” de países, referindo-se indiretamente aos Estados Unidos. O encontro, que ocorreu entre 31 de agosto e 1º de setembro, também contou com a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Durante a cúpula, Xi enfatizou a necessidade de rejeitar a “mentalidade de guerra fria” e promover a cooperação econômica entre os membros da Organização para Cooperação de Xangai (OCX).
Xi anunciou um pacote de ajuda financeira de 12 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 9,1 bilhões) para os países membros, incluindo 2 bilhões de yuans em ajuda gratuita e 10 bilhões em empréstimos. O líder chinês destacou que as dificuldades enfrentadas pelos Estados-membros estão aumentando e que é crucial defender um sistema internacional baseado nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio.
Críticas ao Ocidente
Putin, por sua vez, culpou o Ocidente pela guerra na Ucrânia, afirmando que a crise não foi provocada pela Rússia, mas sim por um golpe apoiado por países ocidentais. Ele reiterou que a Rússia exige que a Ucrânia ceda 20% de seu território e desmilitarize suas forças, demandas que foram rejeitadas pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
A relação entre a Rússia e a China se fortalece, especialmente com a crescente compra de petróleo russo pela Índia e pela China, o que ajuda a sustentar a economia russa durante o conflito. A cúpula, portanto, não apenas reafirmou a aliança entre esses países, mas também sinalizou uma resistência conjunta ao domínio ocidental.
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