- A China realiza um desfile militar em Pequim para comemorar o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, destacando sua vitória sobre a ocupação japonesa.
- O evento contará com a presença de 26 líderes, a maioria de regimes autoritários, incluindo Kim Jong-un da Coreia do Norte e Vladimir Putin da Rússia.
- Apenas um convidado, das Maldivas, não é classificado como autoritário, segundo o Índice de Democracia do Banco Mundial.
- O presidente da China, Xi Jinping, se reuniu com diversos líderes antes do desfile, enfatizando a importância das parcerias em um cenário global em transformação.
- O desfile incluirá uma demonstração de poderio militar, com tanques, mísseis e aviões de combate, na Praça Tiananmen.
A China comemora o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial com um desfile militar em Pequim, marcado para esta quarta-feira (3). O evento, que destaca a vitória chinesa sobre a ocupação japonesa, contará com a presença de 26 líderes, a maioria de regimes autoritários.
Entre os convidados, destacam-se Kim Jong-un da Coreia do Norte e Vladimir Putin da Rússia. A cerimônia, que começa às 9h locais (22h de terça-feira no Brasil), reflete a busca de Xi Jinping por consolidar sua influência no Oriente em meio a crescentes tensões geopolíticas.
Presença de Líderes Autoritários
A lista de líderes confirmados revela que 18 dos 26 países representados são considerados autoritários, segundo o Índice de Democracia do Banco Mundial. Apenas um convidado, das Maldivas, não é ranqueado. Entre os líderes, estão também Alexander Lukashenko de Belarus e Min Aung Hlaing, chefe da junta militar de Mianmar, que enfrenta um mandado de prisão internacional.
A maioria dos líderes presentes é asiática, totalizando 20. Da Europa, apenas Lukashenko e os governantes da Sérvia e da Eslováquia estarão presentes. O Brasil será representado pelo assessor especial da Presidência, Celso Amorim, embora não figure entre os chefes de Estado convidados.
Encontros e Parcerias
Na véspera do desfile, Xi Jinping se reuniu com diversos líderes, incluindo Putin, que afirmou que as relações entre os dois países alcançaram um nível “sem precedentes”. Xi destacou a disposição da China em estreitar laços com a Rússia, enfatizando a importância da parceria em um cenário global em transformação.
O desfile militar, que ocorrerá na icônica Praça Tiananmen, incluirá uma demonstração de poderio militar, com tanques, mísseis e aviões de combate. A exibição de novos armamentos e a presença de líderes aliados sublinham a intenção da China de reafirmar sua posição no cenário global e celebrar sua história militar.
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