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Putin afirma que relações com a China atingem nível sem precedentes

Rússia e China assinam mais de 20 acordos de cooperação e reafirmam parceria estratégica em meio a críticas ao Ocidente

Líderes Vladimir Putin e Xi Jinping durante a Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as relações entre Rússia e China estão em um “nível sem precedentes” durante uma reunião em Pequim.
  • O encontro ocorreu após a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, onde foram assinados mais de 20 acordos de cooperação nas áreas de energia e saúde.
  • Putin destacou a importância da comunicação entre os dois países, especialmente em tempos de conflito, e afirmou que sempre estiveram juntos.
  • O presidente da China, Xi Jinping, criticou o Ocidente e manifestou a intenção de colaborar com a Rússia para uma governança global mais justa.
  • A crescente cooperação entre os dois países gera preocupações no Ocidente, especialmente pela falta de condenação da China à guerra na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que as relações entre Rússia e China estão em um “nível sem precedentes” durante uma reunião em Pequim. O encontro ocorreu após a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), onde mais de 20 acordos de cooperação foram assinados, abrangendo áreas como energia e saúde.

Putin destacou que a comunicação entre os dois países reflete a natureza estratégica de sua parceria, especialmente em tempos de conflito. Ele afirmou: “Sempre estivemos juntos antes e continuamos juntos agora.” O presidente chinês, Xi Jinping, criticou o Ocidente e expressou a disposição de trabalhar com a Rússia para promover uma governança global mais justa.

Aprofundamento das Relações

A cúpula da OCX, que representa quase metade da população mundial, foi vista como uma alternativa à Otan. Xi e Putin criticaram os governos ocidentais, com Xi atacando o “comportamento intimidador” de algumas nações, em referência aos Estados Unidos. Putin, por sua vez, defendeu a ofensiva russa na Ucrânia, culpando o Ocidente pela escalada do conflito.

O desfile militar programado para esta quarta-feira (3) em Pequim, que celebra os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, contará com a presença de líderes mundiais, incluindo o norte-coreano Kim Jong-un. A crescente cooperação entre Rússia e China tem gerado preocupações no Ocidente, especialmente pela falta de condenação da China à guerra na Ucrânia.

Contexto Geopolítico

A visita de Putin a Pequim é uma resposta à recente viagem de Xi a Moscou, onde participou de celebrações militares. Ambos os líderes mantêm contato regular, reforçando a ideia de que suas nações estão unidas frente às pressões internacionais. A relação entre os dois países, que se intensificou desde a declaração de uma “parceria sem limites” em 2022, continua a se expandir, refletindo uma estratégia conjunta em um cenário global desafiador.

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