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Rússia e China selam acordo bilionário para novo gasoduto estratégico

Rússia e China firmam acordo para gasoduto Power of Siberia 2, visando transporte de gás em resposta à queda nas exportações para a Europa

Presidentes da Rússia e da China apertam as mãos durante cerimônia de assinatura em Pequim (Foto: Reprodução)
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  • A Rússia e a China assinaram um acordo vinculativo para o gasoduto Power of Siberia 2.
  • O gasoduto permitirá o transporte de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano durante 30 anos.
  • O anúncio ocorreu após uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da China, Xi Jinping, em Pequim.
  • O CEO da Gazprom, Alexey Miller, afirmou que o projeto é uma resposta à queda nas exportações de gás da Rússia para a Europa desde a invasão da Ucrânia em 2022.
  • O comércio entre os dois países atingiu um recorde de US$ 245 bilhões em 2024, mas detalhes financeiros do acordo ainda não foram divulgados.

A Rússia e a China firmaram um acordo vinculativo para a construção do gasoduto Power of Siberia 2, que permitirá o transporte de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano durante 30 anos. O anúncio foi feito após uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. O gasoduto irá conectar reservas de gás na Sibéria Ocidental à China através da Mongólia.

O CEO da Gazprom, Alexey Miller, destacou que o novo gasoduto é uma resposta à queda drástica das exportações de gás da Rússia para a Europa, que foram reduzidas desde a invasão da Ucrânia em 2022. A Gazprom também planeja aumentar os fluxos de gás pela rota existente Power of Siberia, elevando a capacidade total para 44 bilhões de metros cúbicos anuais.

Contexto Geopolítico

Desde a invasão, a Rússia perdeu mais de 120 bilhões de metros cúbicos em exportações para a Europa, levando o Kremlin a buscar novos mercados, especialmente na China. O acordo foi assinado em um momento em que a União Europeia planeja banir o fornecimento de gás russo até 2027. O comércio entre os dois países atingiu um recorde de US$ 245 bilhões em 2024, um aumento significativo em relação a anos anteriores.

Embora o acordo tenha sido celebrado, detalhes financeiros e um cronograma para a construção ainda não foram divulgados. A China, por sua vez, tem se mostrado cautelosa em relação à dependência de um único fornecedor, especialmente em um cenário de demanda em declínio.

Expectativas Futuras

Analistas apontam que, apesar do otimismo, a definição do preço do gás e a flexibilidade na compra dos volumes permanecem indefinidas. Especialistas alertam que um acordo completo ainda não foi alcançado, e a China pode estar apenas demonstrando interesse. A assinatura do acordo reflete a busca de ambos os países por alternativas em um cenário geopolítico em transformação, destacando a crescente parceria estratégica entre Rússia e China.

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