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Beatriz González inicia mostra itinerante em São Paulo

Pinacoteca de São Paulo exibe retrospectiva de Beatriz González, com quase 100 obras sobre violência na Colômbia até fevereiro de 2026

Beatriz González trabalha em sua pintura acrílica sobre tecido, Telón de la móvil y cambiante naturaleza, de 1978 (Foto: Reprodução)
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  • A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira etapa de uma retrospectiva da artista colombiana Beatriz González.
  • A exposição conta com quase 100 obras que abordam a violência na Colômbia e a cultura popular.
  • Esta é a primeira exposição solo de González no Brasil, após sua participação na 11ª Bienal de São Paulo em 1971.
  • A mostra ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026 e é uma resposta ao crescente interesse por artistas mulheres da América Latina.
  • Após São Paulo, a exposição seguirá para Londres e Oslo em 2026.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira etapa de uma retrospectiva da artista colombiana Beatriz González, com quase 100 obras que exploram a violência na Colômbia e a cultura popular. Esta é a primeira exposição solo da artista no Brasil, após sua participação na 11ª Bienal de São Paulo em 1971, quando recebeu pouca atenção devido ao boicote contra a ditadura militar.

A mostra, que ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026, é uma resposta ao crescente interesse por artistas mulheres da América Latina, especialmente aquelas que viveram sob regimes opressivos. A curadora Pollyana Quintella destaca que a exposição oferece uma leitura histórica da arte sob a perspectiva do Sul Global, reforçando um ponto de vista latino-americano.

Temas e Obras

A exposição é dividida em sete salas, cada uma abordando diferentes aspectos históricos e conceituais da obra de González. Obras como Los Papagayos (1987) exemplificam suas estratégias artísticas, utilizando repetição e cores vibrantes para criticar a violência política. A obra retrata perfis de oficiais militares e do ex-presidente colombiano Belisario Betancur, refletindo a violência persistente no país.

Além disso, a mostra inclui obras que exploram temas religiosos, como Los suicidas del Sisga II e Los suicidas del Sisga III (ambas de 1965), que se baseiam em uma fotografia de um casal que se suicidou para escapar do pecado. Essas peças revelam a complexidade e a profundidade da prática artística de González.

Futuras Exibições

Após São Paulo, a retrospectiva seguirá para Londres e Oslo em 2026, com cada local apresentando um foco regional distinto. A continuidade da exposição destaca a relevância global da obra de González, que desafia as noções de gosto e cultura popular, enquanto confronta a história de violência da Colômbia.

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