- A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira etapa de uma retrospectiva da artista colombiana Beatriz González.
- A exposição conta com quase 100 obras que abordam a violência na Colômbia e a cultura popular.
- Esta é a primeira exposição solo de González no Brasil, após sua participação na 11ª Bienal de São Paulo em 1971.
- A mostra ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026 e é uma resposta ao crescente interesse por artistas mulheres da América Latina.
- Após São Paulo, a exposição seguirá para Londres e Oslo em 2026.
A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira etapa de uma retrospectiva da artista colombiana Beatriz González, com quase 100 obras que exploram a violência na Colômbia e a cultura popular. Esta é a primeira exposição solo da artista no Brasil, após sua participação na 11ª Bienal de São Paulo em 1971, quando recebeu pouca atenção devido ao boicote contra a ditadura militar.
A mostra, que ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026, é uma resposta ao crescente interesse por artistas mulheres da América Latina, especialmente aquelas que viveram sob regimes opressivos. A curadora Pollyana Quintella destaca que a exposição oferece uma leitura histórica da arte sob a perspectiva do Sul Global, reforçando um ponto de vista latino-americano.
Temas e Obras
A exposição é dividida em sete salas, cada uma abordando diferentes aspectos históricos e conceituais da obra de González. Obras como Los Papagayos (1987) exemplificam suas estratégias artísticas, utilizando repetição e cores vibrantes para criticar a violência política. A obra retrata perfis de oficiais militares e do ex-presidente colombiano Belisario Betancur, refletindo a violência persistente no país.
Além disso, a mostra inclui obras que exploram temas religiosos, como Los suicidas del Sisga II e Los suicidas del Sisga III (ambas de 1965), que se baseiam em uma fotografia de um casal que se suicidou para escapar do pecado. Essas peças revelam a complexidade e a profundidade da prática artística de González.
Futuras Exibições
Após São Paulo, a retrospectiva seguirá para Londres e Oslo em 2026, com cada local apresentando um foco regional distinto. A continuidade da exposição destaca a relevância global da obra de González, que desafia as noções de gosto e cultura popular, enquanto confronta a história de violência da Colômbia.
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