- A China exibiu inovações militares durante um desfile em Pequim, em três de setembro de 2025, marcando o 80º aniversário da resistência contra a agressão japonesa.
- O evento destacou novos drones de combate e sistemas de mísseis da Força de Libertação Popular (PLA).
- A China possui atualmente três porta-aviões e planeja construir um superporta-aviões nuclear.
- A modernização militar da China, iniciada na década de 1990, visa criar uma força militar de classe mundial até 2050.
- As novas capacidades militares, incluindo drones “loyal wingman” e sistemas de mísseis, indicam uma mudança na dinâmica de poder na região do Pacífico, especialmente em relação a Taiwan.
A China demonstrou seu avanço em tecnologia militar durante um desfile em Pequim, realizado em 3 de setembro de 2025, que marcou o 80º aniversário da resistência chinesa contra a agressão japonesa. O evento destacou inovações significativas da Força de Libertação Popular (PLA), incluindo novos drones de combate e sistemas de mísseis.
Entre os equipamentos exibidos, estavam aeronaves projetadas para operar em porta-aviões, com a China atualmente possuindo três desses navios e planos para adicionar um superporta-aviões nuclear, semelhante ao novo classe Gerald Ford da Marinha dos EUA. Essa demonstração de força militar indica que a narrativa ocidental de que a China é apenas uma imitadora de tecnologia está se tornando obsoleta.
Transformação Militar
A transformação militar da China, iniciada na década de 1990, é considerada uma das mais rápidas desde a Segunda Guerra Mundial. O país está investindo em um complexo militar-industrial autossuficiente, com o objetivo de construir uma força militar de classe mundial até 2050. Apesar de desafios internos, como corrupção e problemas de desempenho, a inovação tecnológica continua a ser uma prioridade.
A crescente capacidade militar da China não se limita à projeção de poder global, mas foca principalmente na região do Pacífico. Isso é particularmente preocupante para Taiwan, onde a balança militar está se inclinando a favor de Pequim. Um estudo recente sugere que, em um conflito, os EUA poderiam sofrer perdas significativas em suas bases na região, levantando questões sobre a estratégia militar americana no Oriente.
Novas Capacidades
O desfile também revelou novos tipos de drones, incluindo os chamados “loyal wingman”, que são projetados para operar ao lado de aeronaves tripuladas. Além disso, foram apresentados sistemas de mísseis anti-navio e de ataque ao solo, um novo submarino não tripulado e torpedos inovadores. Essas inovações sinalizam uma nova era de competição geopolítica.
A modernização contínua da PLA e a construção de uma frota de guerra mais robusta indicam que a dinâmica de poder na Ásia está mudando. A exibição de força da China no desfile e os desenvolvimentos recentes em sua capacidade militar exigem uma reavaliação das estratégias dos EUA e de seus aliados na região.
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