- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniram em Pequim para reforçar a parceria militar e política entre os países.
- O encontro durou aproximadamente duas horas e meia e ocorreu na Casa de Hóspedes Estatal Diaoyutai.
- Kim seguiu um rigoroso protocolo de segurança, incluindo a higienização de objetos que tocou, para evitar vazamentos de DNA.
- Putin elogiou a colaboração de Kim, mencionando o envio de tropas norte-coreanas para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
- Os líderes discutiram um acordo estratégico que prevê assistência militar em caso de ataque de forças estrangeiras.
Após uma reunião de aproximadamente duas horas e meia em Pequim, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reforçaram sua parceria militar e política. O encontro, realizado na Casa de Hóspedes Estatal Diaoyutai, foi marcado por um rigoroso protocolo de segurança, onde todos os objetos tocados por Kim foram submetidos a uma higienização minuciosa.
Funcionários norte-coreanos foram vistos limpando o copo e a cadeira utilizados por Kim, uma medida para evitar qualquer possível vazamento de DNA. Essa prática, segundo fontes asiáticas, é parte de uma estratégia para proteger informações sensíveis sobre a saúde do líder. O protocolo de segurança adotado por Kim inclui o uso de um trem blindado e canetas exclusivas, refletindo a preocupação do regime com a exposição de dados.
Reforço da Aliança
A relação entre a Coreia do Norte e a Rússia tem se intensificado, especialmente em termos de cooperação militar. Durante o encontro, Putin elogiou a colaboração de Kim, destacando o envio de tropas norte-coreanas para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia. O presidente russo descreveu os soldados como “heroicos” e agradeceu a Kim por sua assistência.
Os dois líderes já haviam assinado um acordo estratégico que prevê assistência militar em caso de ataque de forças estrangeiras. Kim se comprometeu a fazer “tudo o que puder” para auxiliar Moscou, demonstrando um nível de colaboração militar sem precedentes entre os países.
Contexto Geopolítico
O encontro ocorreu em um momento simbólico, coincidindo com um desfile militar organizado pela China, que busca afirmar sua capacidade militar frente ao Ocidente. A presença de Kim e Putin ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, gerou reações, incluindo comentários do ex-presidente americano Donald Trump, que sugeriu uma possível conspiração contra os EUA.
Putin, ao final da reunião, convidou Kim para uma nova visita à Rússia, reforçando a ideia de uma aliança sólida entre os dois países. A aproximação entre Moscou e Pyongyang, evidenciada por encontros anteriores, sinaliza um fortalecimento das relações em um cenário global cada vez mais polarizado.
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