- A Comissão Europeia apresentou um acordo de livre comércio com o Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
- As negociações foram finalizadas em dezembro de 2024, após 25 anos de discussões.
- O acordo estabelece uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus.
- A Alemanha e outros países da União Europeia apoiam o acordo, enquanto a França se opõe, citando preocupações com a segurança alimentar.
- O acordo precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos estados-membros da União Europeia, com uma maioria qualificada de 15 dos 27 membros.
A Comissão Europeia apresentou formalmente, nesta quarta-feira (3), um acordo de livre comércio com o Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. As negociações foram concluídas em dezembro de 2024, após 25 anos de discussões. O acordo agora precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos estados-membros da União Europeia (UE).
A proposta estabelece uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus. A Alemanha e outros países da UE, que buscam novos mercados, apoiam o acordo, enquanto a França lidera a oposição. O governo francês considera o acordo “inaceitável”, citando preocupações com a importação de carne bovina que não atende aos padrões de segurança alimentar da UE.
O executivo da UE argumenta que o acordo é crucial para diversificar os laços comerciais e compensar perdas devido às tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Desde a reeleição de Trump, a UE tem buscado novas alianças comerciais, acelerando negociações com países como Índia e Indonésia.
Oposição e Críticas
Grupos ecologistas, como a Friends of the Earth, criticam o acordo, chamando-o de “destruidor do clima”. Eles temem que a oposição se una no Parlamento Europeu, onde partidos como os Verdes e a extrema direita já manifestaram descontentamento. A aprovação do acordo requer uma maioria qualificada, ou seja, 15 dos 27 membros da UE, representando 65% da população.
Defensores do acordo veem o Mercosul como um mercado crescente para produtos europeus, além de uma fonte de minerais essenciais, como o lítio, crucial para a transição verde da Europa. O acordo também promete benefícios agrícolas, oferecendo acesso ampliado e tarifas reduzidas para produtos como queijos e vinhos da UE.
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