- O presidente da China, Xi Jinping, recebeu os líderes da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e da Rússia, Vladimir Putin, em um desfile militar em Pequim no dia 3 de setembro.
- Este evento foi a primeira reunião conjunta dos três líderes desde 1959 e simboliza uma aliança contra a ordem mundial dos Estados Unidos.
- Durante a cerimônia, foram exibidos mísseis e drones, destacando a capacidade militar das nações aliadas.
- A demonstração militar gerou preocupações no Ocidente e foi vista como uma resposta às sanções impostas pelos EUA.
- A reunião também atraiu a atenção de representantes de países do Sul Global, que podem se interessar pela tecnologia militar chinesa.
O presidente da China, Xi Jinping, recebeu os líderes da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e da Rússia, Vladimir Putin, em um desfile militar em Pequim, no dia 3 de setembro. Este evento marcou a primeira reunião conjunta dos três líderes desde 1959, simbolizando uma aliança contra a ordem mundial dos Estados Unidos. Durante a cerimônia, foram exibidos mísseis e drones, destacando a capacidade militar das nações aliadas.
A presença de Xi, Putin e Kim no Portão de Tiananmen foi amplamente transmitida, gerando preocupações no Ocidente. A demonstração militar incluiu armamentos avançados, como mísseis balísticos com capacidade nuclear, e foi vista como uma resposta às sanções impostas pelos EUA. Joseph Torigian, professor da American University, destacou que a união dos líderes pode impactar a percepção da China no Ocidente, especialmente em um momento em que as tensões geopolíticas estão em alta.
O desfile ocorreu após uma cúpula de segurança, onde Xi enfatizou a necessidade de um “exército de classe mundial”. Ele também abordou a biotecnologia e suas implicações para a longevidade, um tema que ressoou entre os líderes presentes. A exibição militar foi um espetáculo de patriotismo, atraindo a atenção de representantes de países do Sul Global, como Vietnã e Irã, que podem se tornar compradores de tecnologia militar chinesa.
A reação dos EUA foi imediata, com o ex-presidente Donald Trump acusando Xi de conspirar contra os interesses americanos. O porta-voz do Kremlin, Yuri Ushakov, desmentiu essas alegações, afirmando que o foco dos líderes está nas realidades geopolíticas atuais. O desfile não apenas reafirmou a aliança entre China, Rússia e Coreia do Norte, mas também sinalizou um novo capítulo nas relações internacionais, com um crescente antagonismo em relação ao Ocidente.
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