- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defende a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, considerando-a um “remédio” para a pacificação do país.
- Ele publicou um vídeo nas redes sociais e articula um projeto de lei que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe.
- Tarcísio se reuniu com líderes políticos, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a proposta, que já conta com o apoio de quase 300 deputados.
- A proposta enfrenta críticas, como a da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que a considera um desrespeito ao STF.
- Uma representação contra Tarcísio foi protocolada no STF, acusando-o de obstrução de justiça em relação às discussões sobre a anistia.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reiterou sua defesa pela anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em um vídeo publicado nas redes sociais na noite de quinta-feira, 4. Ele argumentou que a anistia é um “remédio” necessário para a pacificação do país, citando exemplos históricos de perdão político no Brasil.
A declaração de Tarcísio surge em meio a articulações no Congresso para aprovar um projeto de lei que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. O governador já havia prometido indulto a Bolsonaro caso se candidate e vença as eleições de 2026.
Articulações no Congresso
Tarcísio tem se reunido com líderes políticos, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a proposta de anistia. O governador enfatizou que a anistia não é uma heresia, mas uma ação justa e necessária. Motta confirmou que está ouvindo opiniões a favor e contra a proposta, mas ainda não há uma data definida para votação.
A proposta de anistia, que já conta com o apoio de quase 300 deputados, é vista como uma estratégia para evitar desgastes com o STF e consolidar a posição de Tarcísio como candidato preferido do Centrão nas próximas eleições. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti, defende uma anistia ampla que incluiria não apenas os condenados de 8 de janeiro, mas também Bolsonaro e outros envolvidos em investigações desde 2019.
Críticas e Implicações
A proposta, no entanto, enfrenta resistência. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a iniciativa, considerando-a um “vexame total” e um desrespeito ao STF. Ela alertou que o Congresso não deve apoiar uma medida que visa proteger os responsáveis pela tentativa de golpe.
Além disso, uma representação contra Tarcísio foi protocolada no STF, acusando-o de obstrução de justiça. O deputado federal Rui Falcão argumenta que as reuniões do governador com Motta para discutir a anistia buscam criar um “atalho político” para impedir a conclusão da persecução penal.
As movimentações de Tarcísio ocorrem em um cenário político polarizado, onde a discussão sobre a anistia se intensifica nas esferas governamentais e judiciais.
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