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Terremoto devasta casas e vilarejos na região mais afetada do Afeganistão

Terremoto em Kunar deixa mais de 1.400 mortos e 3.500 feridos; ONG Vision Development enfrenta escassez de recursos e desafios na ajuda humanitária

Grupo de pessoas carrega um ferido do terremoto em Kunar, Afeganistão (Foto: Reprodução)
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  • Um terremoto em Kunar, Afeganistão, em 31 de agosto, resultou em mais de 1.400 mortes e cerca de 3.500 feridos.
  • A região enfrenta dificuldades na resposta ao desastre, incluindo réplicas do tremor e acesso limitado às áreas afetadas.
  • A ONG Vision Development, liderada por Madina Mahboobi, está atuando nas áreas impactadas, com uma equipe de 450 pessoas.
  • A prioridade das equipes de resgate é salvar vidas e fornecer atendimento médico, alimentos, abrigo e roupas aos sobreviventes.
  • A ONG enfrenta escassez de recursos e restrições do governo talibã, atendendo cerca de 1.000 famílias necessitadas.

O terremoto que atingiu a província de Kunar, no Afeganistão, em 31 de agosto, resultou em mais de 1.400 mortes e cerca de 3.500 feridos. A região, uma das mais isoladas do país, enfrenta desafios significativos na resposta a essa tragédia, incluindo réplicas do tremor e dificuldades de acesso às áreas afetadas.

As organizações não governamentais (ONGs) locais, como a Vision Development, liderada por Madina Mahboobi, estão na linha de frente dos esforços de resgate. Com uma equipe de 450 pessoas, muitas delas mulheres das comunidades rurais, a ONG enfrenta a escassez de recursos e as restrições impostas pelo governo talibã. Mahboobi destacou que, apesar das dificuldades, a equipe continua a operar no terreno.

A prioridade das equipes de resgate é salvar vidas. Inicialmente, os esforços se concentraram em encontrar sobreviventes sob os escombros. Com o passar dos dias, a busca se voltou para os corpos das vítimas, enquanto os sobreviventes clamam por atendimento médico, alimentos, abrigo e roupas. Mahboobi ressaltou que a necessidade de ajuda psicológica também é urgente, uma vez que muitos perderam familiares e suas casas.

Desafios e Necessidades

As ONGs enfrentam uma falta crítica de recursos. Embora a coordenação entre os atores humanitários e o governo seja eficaz, a escassez de suprimentos impede a instalação de clínicas móveis e postos de saúde. Mahboobi mencionou que sua equipe está atendendo cerca de 1.000 famílias, incluindo crianças, idosos e mulheres grávidas, que precisam de cuidados médicos imediatos.

A presença de Mahboobi na região é simbólica e encorajadora para as mulheres locais, que veem uma líder feminina atuando em meio à crise. Ela enfatizou a importância de levar a voz das mulheres afegãs a plataformas globais, destacando a resiliência e a determinação de sua equipe em continuar o trabalho, apesar das adversidades.

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