- Um barco da Global Sumud Flotilla foi atingido por um drone em águas tunisianas na madrugada de terça-feira, 9 de setembro.
- O incidente ocorreu enquanto a embarcação estava ancorada em Sidi Bou Said e transportava membros do comitê diretor da flotilha.
- A Guarda Nacional da Tunísia contestou a versão da flotilha, afirmando que a explosão foi causada por um problema interno na embarcação.
- Todos os seis ocupantes do barco, que é de bandeira portuguesa e conhecido como “Barco de Família”, estão a salvo.
- A flotilha, que arrecadou mais de € 90 mil para sua missão, reafirmou seu compromisso de levar ajuda humanitária a Gaza, desafiando o bloqueio israelense.
A Global Sumud Flotilla anunciou que um de seus barcos foi atingido por um drone em águas tunisianas, na madrugada de terça-feira (9). O incidente ocorreu enquanto a embarcação, que transportava membros do comitê diretor da flotilha, estava ancorada em Sidi Bou Said. Apesar do ataque, todos os seis ocupantes estão a salvo.
A Guarda Nacional da Tunísia contestou a versão da flotilha, afirmando que a explosão foi causada por um problema interno na embarcação. A Global Sumud, que busca romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, relatou danos significativos na embarcação de bandeira portuguesa, conhecida como “Barco de Família”. Um vídeo divulgado pela flotilha mostra o momento da explosão, seguido por uma nuvem de fumaça.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, que estava a bordo, confirmou que ninguém ficou ferido. A flotilha, que conta com o apoio de ativistas de 44 países, incluindo a sueca Greta Thunberg, reafirmou seu compromisso em continuar a missão de levar ajuda humanitária a Gaza, desafiando atos de agressão. A organização planeja chegar ao território palestino em 13 de setembro.
As autoridades tunisianas, por sua vez, sugeriram que o incêndio poderia ter sido causado por um cigarro ou um isqueiro, desconsiderando a hipótese do drone. A flotilha, que já enfrentou ataques em tentativas anteriores, continua a mobilizar apoio internacional, com manifestações em solidariedade ao povo palestino. A relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos, Francesca Albanese, também esteve presente e comentou sobre a gravidade do ocorrido.
A Global Sumud Flotilla, que arrecadou mais de € 90 mil (R$ 570 mil) para a missão, destaca que o bloqueio a Gaza é ilegal segundo o direito internacional e configura um castigo coletivo. A organização permanece determinada a seguir com sua missão, apesar dos riscos envolvidos.
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