- A guerra em Gaza gera desgaste na sociedade israelense, que pede o fim do conflito e a libertação de reféns.
- Apesar da pressão popular, o governo de Benjamin Netanyahu avança com planos de ocupação de Gaza, apoiado por uma minoria da extrema direita.
- Pesquisas mostram que setenta e quatro por cento dos israelenses preferem um acordo com o Hamas que troque reféns por um cessar-fogo.
- O exército israelense mobiliza sessenta mil reservistas para operações em Gaza City, que já está sob ataque.
- A narrativa da extrema direita justifica a ocupação com alegações de segurança nacional, enquanto o governo enfrenta críticas internas e internacionais.
A guerra em Gaza continua a gerar um profundo desgaste na sociedade israelense, que clama pelo fim do conflito e pela libertação de reféns. Apesar da pressão popular, o governo de Benjamin Netanyahu avança com planos de ocupação de Gaza, impulsionado por uma minoria da extrema direita que defende a anexação e a expulsão da população palestina.
Pesquisas indicam que 74% dos israelenses preferem um acordo com o Hamas que troque reféns por um cessar-fogo, enquanto cerca de 50% acreditam que Gaza deveria ser administrada por um governo de tecnocratas palestinos ou pela Autoridade Palestina. No entanto, uma parcela crescente da população, embora ainda minoritária, apoia a ideia de uma ocupação militar prolongada ou a construção de assentamentos israelenses na região.
A pressão da extrema direita tem influenciado o discurso político, com o governo enfrentando críticas internacionais e um crescente descontentamento interno. O apoio a ações de ocupação e assentamento, embora não majoritário, está crescendo. Em dezembro, 22% dos israelenses apoiavam a construção de assentamentos em Gaza, número que subiu para 28,5% em maio.
Enquanto isso, o exército israelense mobiliza 60 mil reservistas para a operação em Gaza City, que já está sob ataque limitado. A resistência de reservistas, motivada pelo cansaço após meses de combate, reflete a complexidade da situação. Muitos acreditam que a guerra é uma manobra para manter Netanyahu no poder, enquanto a liderança militar expressa preocupações sobre uma ocupação indefinida.
A narrativa da extrema direita, que justifica a ocupação sob a alegação de segurança nacional, tem ganhado espaço. O governo está sendo pressionado a considerar planos que visam transformar Gaza em uma área de turismo e desenvolvimento, mas sem garantir os direitos dos palestinos. Essa visão, que inclui a expulsão de muitos residentes, está sendo moldada por um contexto de crescente violência e desestabilização na região.
Entre na conversa da comunidade