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Etiópia lança maior usina hidrelétrica da África e celebra nova era de energia

Etiópia inaugura a Grande Barragem do Renascimento, aumentando a tensão com Egito e Sudão sobre a segurança hídrica no Nilo

Grande Barragem do Renascimento inaugurada na Etiópia (Foto: Reprodução)
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  • A Etiópia inaugurou a Grande Barragem do Renascimento (GERD) em 9 de outubro de 2023.
  • A barragem, iniciada em 2011, custou quase US$ 4 bilhões e é a maior da África, com 1,8 quilômetro de comprimento e 145 metros de altura.
  • O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, afirmou que a barragem representa uma revolução energética, podendo gerar até 5.000 megawatts de energia.
  • O Egito e o Sudão expressaram preocupações sobre a segurança hídrica, com o Egito considerando a barragem uma ameaça existencial.
  • A Etiópia espera arrecadar US$ 1 bilhão anualmente com a venda de eletricidade para países vizinhos.

A Etiópia inaugurou a Grande Barragem do Renascimento (GERD) no dia 9 de outubro de 2023, marcando um marco significativo na infraestrutura hídrica e energética do país. A barragem, que começou a ser construída em 2011 com um custo de quase US$ 4 bilhões, é considerada a maior do continente africano, com 1,8 quilômetro de comprimento e 145 metros de altura. A capacidade total é de 74 bilhões de metros cúbicos de água.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, destacou que a GERD representa uma “revolução energética” para a Etiópia, onde cerca de 45% da população de 130 milhões de habitantes ainda não tem acesso à eletricidade. A barragem poderá gerar até 5.000 megawatts de energia, o que é o dobro da produção atual do país. Além disso, a Etiópia espera arrecadar US$ 1 bilhão anualmente com a venda de eletricidade para os países vizinhos.

Tensão Regional

Entretanto, a inauguração da barragem gerou preocupações significativas entre os países vizinhos, especialmente Egito e Sudão. O Egito, que depende do Nilo para 97% de suas necessidades hídricas, classificou a barragem como uma “ameaça existencial” para sua população de 110 milhões de habitantes. O presidente egípcio, Abdel Fatah al Sisi, afirmou que o país tomará todas as medidas necessárias para proteger sua segurança hídrica.

O Sudão também expressou sua preocupação, reiterando a rejeição a qualquer ação unilateral na bacia do Nilo Azul. A construção da GERD tem sido um ponto de discórdia nas relações entre a Etiópia e seus vizinhos, que temem os impactos na disponibilidade de água.

Perspectivas Futuras

Com a conclusão da GERD, a Etiópia se posiciona como um líder na promoção de energias renováveis na África. O país também se destaca por ser a primeira nação a proibir a importação de veículos com motor a combustão, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade. A barragem não apenas promete transformar a matriz energética etíope, mas também pode alterar o equilíbrio de poder hídrico na região, com implicações significativas para o futuro do Nilo e seus países ribeirinhos.

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