- As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram um ataque a tiros em Jerusalém na manhã de 8 de setembro.
- O ataque ocorreu em um ponto de ônibus no cruzamento de Ramot, resultando em seis mortos e cerca de 30 feridos.
- Os atiradores, palestinos da Cisjordânia, foram mortos no local por um militar e um civil.
- O Hamas descreveu o ataque como uma “resposta natural aos crimes da ocupação” na Faixa de Gaza.
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, prometeu retaliações severas, enquanto Israel bombardeou 50 edifícios em Gaza.
As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram um ataque a tiros em Jerusalém que resultou em seis mortos e cerca de 30 feridos na manhã de segunda-feira, 8 de setembro. O incidente ocorreu em um ponto de ônibus no cruzamento de Ramot, uma área de maioria palestina ocupada por Israel. Os atiradores, identificados como palestinos da Cisjordânia, foram mortos no local por um militar e um civil que reagiram aos disparos.
O ataque foi descrito pelo Hamas como uma “resposta natural aos crimes da ocupação” na Faixa de Gaza. Inicialmente, a liderança do grupo havia apenas celebrado o ato, mas posteriormente assumiu a responsabilidade. Os dois atiradores, provenientes dos vilarejos de al-Qubeiba e Qatanna, estavam armados com várias armas e facas, que foram apreendidas pela polícia israelense.
Entre as vítimas fatais, estavam cinco homens com idades entre 25 e 79 anos e uma mulher de 50 anos. A mídia israelense informou que três das vítimas eram rabinos. Entre os feridos, uma mulher grávida recebeu atendimento médico. Vídeos do ataque mostram o desespero das pessoas tentando escapar, com testemunhas relatando momentos de pânico.
Reação Internacional
A resposta ao ataque foi rápida. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, prometeu retaliações severas, afirmando que um “poderoso furacão” atingiria Gaza. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu visitou o local do ataque e declarou que Israel está em uma “guerra poderosa contra o terror”. Em resposta, Israel bombardeou 50 edifícios em Gaza, alegando que eram utilizados pelo Hamas.
A Autoridade Palestina condenou o ataque, reiterando que a solução para o conflito reside na criação de um Estado palestino independente. O gabinete do presidente Mahmoud Abbas denunciou “todas as formas de violência e terrorismo”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também se manifestou, expressando condolências às famílias das vítimas e reafirmando a posição do país contra atos de violência.
A situação na região continua a se deteriorar, com frequentes confrontos e uma escalada de violência, dificultando a busca por uma solução pacífica. A comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar dos eventos, enquanto o ciclo de violência persiste.
Entre na conversa da comunidade