Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Etiópia inaugura nova mega-represa para impulsionar desenvolvimento econômico

Ethiopia inaugura a Grande Barragem do Renascimento Etíope, enquanto Egito alerta sobre proteção de seus interesses hídricos

Primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed faz discurso durante a cerimônia de inauguração oficial da Grande Barragem do Renascimento Etíope em Guba, Etiópia (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Etiópia inaugurou a Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), a maior hidrelétrica da África, desafiando o controle do Egito sobre o Nilo.
  • A cerimônia ocorreu na terça-feira e marca um aumento nas tensões entre os dois países sobre o uso das águas do rio.
  • A construção da barragem custou R$ 25 bilhões e levou 14 anos para ser concluída, com o objetivo de dobrar a capacidade de geração de energia da Etiópia.
  • O Egito, que depende do Nilo para quase toda a sua água doce, expressou preocupações sobre a segurança hídrica e alertou que tomará medidas para proteger seus interesses.
  • A situação em Sudão do Sul também se agravou, com o exército do país tomando cidades estratégicas em meio a um conflito interno.

Ethiopia inaugurou a Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), a maior hidrelétrica da África, desafiando o controle do Egito sobre o Nilo. A cerimônia ocorreu na terça-feira, marcando um ponto de tensão na longa disputa entre os dois países sobre o uso das águas do rio.

Com um investimento de 5 bilhões de dólares, a GERD, que levou 14 anos para ser construída, visa dobrar a capacidade de geração de energia da Etiópia e fornecer eletricidade a cerca de 60 milhões de etíopes sem acesso à energia. O governo etíope planeja também exportar eletricidade para países vizinhos, como Quênia, Tanzânia e Djibuti, com uma expectativa de arrecadação de 427 milhões de dólares neste ano fiscal.

O Egito, que depende do Nilo para quase toda a sua água doce, expressou preocupações sobre a segurança hídrica. O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, alertou que o país tomará medidas para proteger os “interesses existenciais” de sua população. A diplomacia egípcia já havia sugerido a possibilidade de intervenção militar para interromper a construção da barragem.

Historicamente, o Egito controlava a maior parte das águas do Nilo por meio de tratados coloniais, mas países a montante, como a Etiópia, argumentam que esses acordos são obsoletos. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, considera a GERD um símbolo de orgulho nacional, afirmando que representa o fim da “insignificância geopolítica” da Etiópia.

Enquanto isso, a situação em Sudão do Sul se agrava, com o exército do país tomando cidades estratégicas em meio a um conflito interno. A luta pelo controle entre facções rivais continua a intensificar a crise humanitária na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais