- Nasser Faratawi, comerciante palestino, perdeu sua loja e residência em Tulkarm, na Cisjordânia, após tropas israelenses utilizarem sua propriedade como base militar por três meses.
- Os danos foram estimados em $700.000. A família foi forçada a deixar o local em apenas uma hora e meia em 3 de março.
- Durante a ocupação, a propriedade foi vandalizada, com graffiti nas paredes e móveis danificados. Faratawi descreveu a destruição como um ataque pessoal.
- Em 11 de junho, seu negócio, que decorava carros para festas, foi consumido por um incêndio. O Exército de Defesa de Israel (IDF) afirmou não ter conhecimento do incêndio e que uma reclamação estava em análise.
- Desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, a violência aumentou, resultando em mais de 900 palestinos e 60 israelenses mortos. Faratawi, sem renda, busca ajuda de organizações internacionais e deseja viver em paz.
Nasser Faratawi, um comerciante palestino, enfrenta uma devastadora perda após sua loja e residência em Tulkarm, na Cisjordânia, serem destruídas por tropas israelenses. As forças armadas utilizaram sua propriedade como base militar por três meses, resultando em danos estimados em $700.000. A situação se agravou em 3 de março, quando a família foi obrigada a deixar o local em apenas uma hora e meia.
Durante a ocupação, o exato estado da propriedade foi desolador. Graffiti obsceno cobria as paredes, móveis caros foram danificados e alimentos deixados apodrecendo. Faratawi descreve a cena como um ataque pessoal, afirmando que “eles vieram e me destruíram”. Em 11 de junho, ele testemunhou seu negócio, que decorava carros para festas, sendo consumido pelas chamas.
A resposta do Exército de Defesa de Israel (IDF) foi de que não tinha conhecimento de qualquer ato de incêndio por parte de suas tropas e que uma reclamação sobre o incidente estava em análise. O IDF afirmou que a destruição de propriedades civis é contrária aos seus valores, mas não comentou sobre o vandalismo nas paredes.
Aumento das Tensões
Desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, a violência no Oriente Médio aumentou, com mais de 900 palestinos mortos em ações do IDF e ataques de colonos israelenses. Em contrapartida, mais de 60 israelenses perderam a vida em confrontos. As operações militares frequentemente envolvem a ocupação de residências palestinas, justificadas pela necessidade de segurança.
A ONU relatou que, entre janeiro e julho, mais de 1.400 ordens de demolição foram emitidas na Cisjordânia. Em Tulkarm, mais de 150 casas foram demolidas, e cerca de 40.000 residentes foram forçados a deixar os campos de refugiados. Faratawi, agora de volta à sua casa, se vê sem renda e preocupado com o futuro de seus filhos, que estudam medicina no Egito.
Apelo por Ajuda
Com a situação financeira crítica, Faratawi apela por assistência de organizações internacionais. Ele expressa seu desejo de paz, afirmando que nunca teve problemas com o exército israelense. “Sou uma pessoa comum, um empresário. Quero viver em paz, mas eles não querem paz,” conclui, refletindo a realidade de muitos palestinos em meio ao conflito.
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