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Centrão cobra Bolsonaro por sucessor fora da família antes de possível prisão

Centrão pressiona por candidato à presidência enquanto defesa de Bolsonaro busca visitas de parlamentares em meio a articulações políticas intensas

Ex-presidente Jair Bolsonaro participa do ato do 7 de setembro de 2024 na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado do pastor Silas Malafaia e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) (Foto: Reprodução)
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  • Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
  • A pressão do Centrão aumenta para definir um candidato à presidência nas eleições de 2026, com Tarcísio de Freitas como favorito.
  • Dirigentes do Centrão buscam uma candidatura sem a família Bolsonaro, enquanto a defesa do ex-presidente solicita ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para visitas de parlamentares.
  • O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, se houver democracia, o ex-presidente será o candidato da direita.
  • A proposta de anistia enfrenta resistência, e o governo tenta barrar a votação, enquanto busca apoio político e libera emendas para atender demandas dos parlamentares.

Com a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, a pressão sobre o ex-presidente aumenta. O Centrão, em busca de um candidato à presidência para as eleições de 2026, vê Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, como favorito. A articulação política se intensifica, com parlamentares próximos a Bolsonaro esperando por definições claras sobre a sucessão, mesmo enquanto ele permanece em prisão domiciliar.

Dirigentes do Centrão, como Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), estão trabalhando para construir uma candidatura que não envolva a família Bolsonaro. A expectativa é que Bolsonaro, em conversas com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, possa dar aval a Tarcísio. O PL, por sua vez, defende que qualquer decisão sobre a candidatura deve passar pela autorização do ex-presidente.

Articulações e Desafios

A defesa de Bolsonaro solicitou ao STF autorização para visitas de parlamentares, argumentando que a presença de Valdemar é essencial para a coordenação das atividades do partido. Embora o STF tenha negado o acesso irrestrito, autorizou visitas agendadas de alguns senadores e deputados. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, se houver democracia, o ex-presidente será o candidato da direita.

Enquanto isso, Tarcísio de Freitas tenta aumentar seu apoio em Brasília, buscando encontros com líderes do Senado e da Câmara. Apesar de se declarar não candidato, sua articulação em torno da anistia e sua presença em Brasília são vistas como tentativas de fortalecer sua posição no cenário eleitoral.

Divisões no Campo Político

A proposta de anistia enfrenta resistência, especialmente entre os partidos que compõem o Centrão. Eduardo Bolsonaro expressou descontentamento com a atuação de Tarcísio, que é considerado pouco assertivo. A divisão entre os apoiadores de Bolsonaro sobre o projeto de anistia é evidente, com alguns partidos insistindo em excluir a possibilidade de recuperação da elegibilidade do ex-presidente.

A disputa pela anistia se tornou uma antecipação da corrida eleitoral de 2026, com o governo buscando barrar a iniciativa. A ministra Gleisi Hoffmann pediu empenho aos partidos do Centrão para evitar a votação do tema. O governo também busca acelerar a liberação de emendas para atender às demandas dos parlamentares, enquanto tenta garantir apoio em outras frentes políticas.

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