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Quase seis mil crianças em Gaza sofrem com desnutrição aguda em agosto

Cerca de 16% das crianças em Gaza estão desnutridas, com a cidade em situação de fome e necessidade urgente de ajuda humanitária

Mulher palestina carrega seu filho em meio a uma situação de fome em Gaza (Foto: Reprodução)
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  • A situação humanitária em Gaza piorou, com 16% das crianças apresentando desnutrição aguda.
  • A cidade foi declarada em situação de fome por especialistas em segurança alimentar.
  • Desde o início do conflito em outubro de 2023, as restrições à ajuda humanitária aumentaram a desnutrição.
  • Aproximadamente 25 mil crianças foram tratadas por desnutrição aguda entre julho e agosto.
  • A escassez de alimentos e a falta de água potável exigem uma resposta humanitária urgente.

A situação humanitária em Gaza se deteriorou drasticamente, com 16% das crianças na região apresentando sinais de desnutrição aguda. A cidade foi oficialmente declarada em situação de fome por especialistas em segurança alimentar, refletindo a escassez crítica de alimentos e a luta dos médicos para tratar os afetados.

Desde o início do conflito em outubro de 2023, as restrições à ajuda humanitária imposta por Israel resultaram em níveis alarmantes de desnutrição. Dados do Unicef revelam que, em julho, quase o dobro de crianças entre seis meses e cinco anos estava desnutrido em comparação ao mês anterior. Aproximadamente 25 mil crianças foram tratadas por desnutrição aguda em julho e agosto.

Impactos da Desnutrição

Crianças desnutridas enfrentam sérios riscos à saúde, incluindo doenças graves e morte. A falta de alimentos adequados compromete o desenvolvimento físico e cognitivo, resultando em problemas que podem perdurar por toda a vida. A OMS alerta que a reintrodução de alimentos deve ser feita com cautela para evitar complicações.

Os médicos em Gaza, como o pediatra Sharif Matar, relatam dificuldades em lidar com a escassez de alimentos terapêuticos. Embora a disponibilidade tenha aumentado, ainda é insuficiente para atender à demanda crescente. Matar destaca que muitos profissionais de saúde estão se adaptando a essa crise sem precedentes, participando de treinamentos emergenciais.

Resposta Humanitária

Apesar de algumas melhorias na entrega de alimentos, as autoridades israelenses minimizam a gravidade da situação. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a declaração de fome como “uma mentira descarada”. No entanto, especialistas em saúde afirmam que as medidas adotadas são inadequadas para resolver a crise.

A ONU informou que, nas duas primeiras semanas de agosto, quase seis mil crianças foram diagnosticadas com desnutrição aguda. A escassez de alimentos e a falta de água potável agravam a situação, exigindo uma resposta humanitária urgente e coordenada para evitar um colapso ainda maior.

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