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Bombas de fragmentação causam mais de 1.200 mortes e feridos na Ucrânia

Ucrânia registra 193 das 314 vítimas globais de bombas de fragmentação em 2024, enquanto Lituânia abandona convenção de 2008

Modelo de bomba de fragmentação - Foto: Reprodução
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  • Desde fevereiro de 2022, a invasão da Rússia à Ucrânia resultou em mais de 1.200 mortes ou ferimentos causados por bombas de fragmentação.
  • Em 2024, a Ucrânia registrou 193 das 314 vítimas globais desse tipo de armamento.
  • A Lituânia abandonou a Convenção sobre Munições de Fragmentação de 2008, levantando preocupações sobre um possível efeito dominó em outros países.
  • A decisão dos Estados Unidos de enviar munições de fragmentação à Ucrânia em 2023 gerou indignação internacional.
  • As bombas de fragmentação representam uma ameaça duradoura, pois muitas não explodem e permanecem como minas, podendo causar danos anos após o conflito.

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, as bombas de fragmentação têm causado um número alarmante de vítimas. Mais de 1.200 pessoas foram mortas ou feridas por esse tipo de armamento no país, que se tornou o mais afetado do mundo nesse aspecto. Um relatório do Observatório de Minas Terrestres e Munições de Fragmentação revelou que, em 2024, a Ucrânia registrou 193 das 314 vítimas globais de bombas de fragmentação.

O uso extensivo dessas armas por ambos os lados do conflito tem gerado preocupações sobre a segurança e a saúde pública. A ONG destacou que os números de vítimas são apenas a “ponta do iceberg”, com estimativas que sugerem que o total real pode ser muito maior. Em 2024, ocorreram quase 40 ataques com munições de fragmentação na Ucrânia, evidenciando a continuidade do problema.

Retrocesso nas Normas Internacionais

A situação se agrava com o recente abandono da Convenção sobre Munições de Fragmentação de 2008 pela Lituânia, que justificou sua decisão com motivos de segurança regional. Essa saída levanta temores de um efeito dominó, com outros países, como Polônia e Finlândia, considerando ações semelhantes. A diretora do Observatório, Tamar Gabelnick, expressou preocupação com as implicações dessa decisão, que pode enfraquecer os esforços internacionais para erradicar essas armas.

Além disso, a decisão dos Estados Unidos de fornecer munições de fragmentação à Ucrânia em 2023 provocou indignação global. Desde então, pelo menos sete carregamentos desse tipo de armamento foram enviados, aumentando a complexidade do conflito e suas consequências humanitárias.

A Ameaça Persistente

As bombas de fragmentação, que podem ser lançadas de aviões ou disparadas por canhões, representam uma ameaça duradoura. Muitas não explodem no impacto e permanecem como minas, podendo causar danos anos após o conflito. A situação é ainda mais complicada com a descoberta de munições com inscrições em coreano em áreas controladas pela Ucrânia, levantando questões sobre a possível participação da Coreia do Norte no conflito.

O cenário atual evidencia a necessidade urgente de um diálogo internacional para abordar o uso de armas de fragmentação e proteger as populações civis afetadas por esse tipo de armamento.

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